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Uma mulher de 72 anos aguarda há 25 dias uma cirurgia na perna no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A família de Antônia da Costa Pereira já recorreu ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para obrigar a rede pública de saúde a fazer o procedimento. Mesmo com decisão favorável, a intervenção ainda não foi feita. Com a demora, o quadro da paciente, segundo familiares, se agravou. Deitada há muitos dias e sem poder se movimentar, a idosa está com feridas na pele, inchada e com dores nas costas.

O drama de Antônia começou no dia 5 de setembro, após cair em um supermercado em Águas Lindas de Goiás (GO), entorno do DF, e fraturar o fêmur. A família conta que a mulher chora de dor e está tomando morfina para suportar o sofrimento.

Em nota, a direção do HRT informou que a paciente está internada na unidade recebendo “toda assistência médica, enquanto aguarda a realização da cirurgia”. Explicou, ainda, que o procedimento não foi feito por falta de arco cirúrgico e que não há data para que o problema seja resolvido: “A Secretaria de Saúde já providenciou a compra e tão logo o hospital receba o material específico, a paciente será imediatamente encaminhada para realização da cirurgia”.

O arco cirúrgico é um equipamento de raio-x no qual é possível produzir imagens digitais em tempo real.  O aparelho permite a elaboração de diagnósticos instantâneos, dentro do centro cirúrgico, por usar baixa dose de radiação. Dos 20 equipamentos disponíveis na rede pública, nove estão quebrados. A pasta reconhece que dispõe de outros aparelhos, “mas todos estão funcionando precariamente. Está em fase final o processo de contratação da empresa que ficará responsável pela manutenção”.

 

 

 

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Hospital Regional de Taguatinga
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