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A bancada do PSB na Câmara dos Deputados informou, nesta terça-feira (18/10), que entrará com representação no Conselho de Ética pedindo a cassação do deputado Laerte Bessa (PR-DF). O partido de Rodrigo Rollemberg alega quebra de decoro do parlamentar, que, em discurso no plenário, chamou o governador do Distrito Federal de “safado”, “bandido”, “maconheiro”, “frouxo” e “cagão”.

Os ataques de Bessa em plenário ocorreram momentos após Rollemberg barrar a entrada do deputado no gabinete do governador no Palácio do Buriti, onde haveria uma reunião com representantes da Polícia Civil. Na frente de políticos, servidores e sindicalistas, Bessa berrou: “Maconheiro, filho da puta, cagão, vagabundo”. O clima ficou pesado, e o distrital Wasny de Roure (PT), que acompanhava Bessa, também foi embora. Pouco depois, o deputado federal repetiu os xingamentos em plenário.

Segundo Tadeu Alencar (PE), líder do PSB na Câmara, a agressão foi muito além do direito que a imunidade parlamentar assegura. “A atitude agride o PSB e agride profundamente a política, que já está tão desacreditada, inclusive com esse tipo de comportamento.”

“O que vimos ontem foi um militante histórico ser agredido de forma absolutamente inaceitável. E ninguém pode, impunemente, ofender uma pessoa que tem uma história de luta e de respeitabilidade. Foi líder do nosso partido na Câmara e no Senado e merece respeito, ainda que existam divergências administrativas”, disse Alencar.

Veja o momento em que Laerte Bessa xinga o governador em plenário

Representação contra Rollemberg
No último dia 10, Bessa ingressou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Rollemberg. Na ação, o deputado federal relata uma suposta tentativa de interferência do socialista na atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que ocorre na Câmara Legislativa do DF.

Na representação, o parlamentar anexou duas matérias jornalísticas, uma do próprio site da CLDF e outra do Metrópoles, onde o presidente da CPI, Wellington Luiz (PMDB), afirma ter sido intimidado pelo governador, que estaria descontente com os rumos da investigação. Um dos trechos anexados no pedido relata uma fala de Wellington na qual Rollemberg teria dito que “a guerra estava declarada”.

“Verifica-se, portanto, a tentativa do governador do DF em intimidar o presidente da CPI da Saúde com o escopo de obstruir os trabalhos investigativos da referida comissão”, diz trecho do documento.

 

 

 

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