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Depois de achar no lixo US$ 1,4 mil (cerca de R$ 5 mil) e devolver ao dono, o catador de materiais recicláveis João Rodrigues Cerqueira, 20 anos, continua colhendo os frutos da boa ação. Primeiro, ganhou um emprego de ajudante de obras e carteira assinada. Na noite de quinta-feira (22/9), uma nova surpresa. O músico Gabriel, o Pensador, que estava em Goianésia (GO) para um compromisso, fez questão de parar em Brasília e visitar o rapaz. Além de elogiá-lo, o cantor entregou a João R$ 10 mil recolhidos em uma vaquinha feita por ele com amigos.

Gabriel, o Pensador contou ao Bom Dia DF que emocionou-se ao saber da história e decidiu ajudá-lo. “É muito bom acordar com uma notícia boa. Primeiro, eu pensei em ajudar sozinho, mas tive uma ideia melhor: de chamar os amigos para fazer uma vaquinha e juntar um dinheiro para ele”, explicou.

Além do dinheiro da vaquinha, João também confirmou que conseguiu o emprego na empresa do pai de Bruno Temístocles, dono dos dólares encontrados, oferecido pelo fonoaudiólogo quando ele lhe entregou o pacote de dólares jogado no lixo.

Após entregar a quantia recolhida entre os amigos ao catador, Gabriel homenageou João com um trecho do novo sucesso escrito por ele “Fé na luta”. A música é uma homenagem a todos que superam no dia a dia, dificuldades e obstáculos e tem como um dos principais personagens um catador de lixo:

Veja o clipe:

 

O encontro inesperado com Gabriel, o Pensador deixou João eufórico. “Eu nunca imaginei que um artista famoso viria na minha casa”, afirmou. Para o cantor, é difícil se ver atitudes como a do rapaz hoje em dia. “Vivemos num mundo de valores distorcidos e nos surpreende uma ação como essa. Estamos felizes em poder ajudá-lo”, comemorou.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

João ganhou um emprego na empresa do pai de Bruno

A história
O catador encontrou na terça-feira (20/9) US$ 1,4 mil em meio ao lixo e devolveu tudo ao dono. A quantia teria sido descartada por engano pelo cunhado do fonoaudiólogo, que tem apenas sete anos.

O montante estava embrulhado em um papel, no console do carro. “Nós havíamos pedido para ele recolher e jogar fora tudo o que estava dentro do veículo. Ele não teve culpa. Depois que soubemos que o dinheiro tinha ido parar no lixo, fomos atrás da cooperativa para encontrar o caminhão e correr atrás do prejuízo”, disse Bruno.

Após acionar a empresa responsável pela coleta, Bruno foi até a cooperativa, na Estrutural, procurar o dinheiro, mas não encontrou. Ao saber da história, João contou que ficou mais atento ao serviço e acabou encontrando os dólares. “Sou funcionário da cooperativa há seis meses. O meu salário é de R$ 600 (quase 10 vezes menos do que o valor dos dólares). Eles estavam tão desesperados que me empenhei nas buscas até achar”, explicou.

 

 

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