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O presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5/1), que o massacre no presídio de Manaus (AM) foi um “acidente pavoroso”. A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que ocorreu no domingo (1º), matou 59 pessoas e permitiu a fuga de 112 presos.

De acordo com o presidente, embora a segurança seja uma “questão estadual”, os recorrentes problemas do sistema prisional confirmam a necessidade de uma intervenção do governo federal. Porém, Temer defendeu que os agentes estatais não podem ser culpados pelo massacre em Manaus, visto que o presídio é gerido por uma empresa privada.

“Os presos devem cumprir pena em locais distintos segundo a pena, a gravidade do crime, a idade, e isso não vem sendo cumprido. Presos por crimes mais graves não deveriam estar no mesmo que os que cometeram crimes menos graves”, afirmou Temer.

Em seguida, o presidente anunciou a construção de cinco novos presídios federais, que levariam em conta a separação de presos pelos crimes cometidos, mas não anunciou uma data para a entrega dos prédios. “Isso leva tempo”, afirmou. Cada um dos espaços deve ter entre 200 e 250 vagas.

O presidente deu a entrevista ao lado dos ministros da Justiça, Alexandre de Moraes; da Defesa, Raul Jungmann, e da Casa Civil, Eliseu Padilha. O secretário de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, também participou da coletiva. “O ministro da Justiça seguirá acompanhando os acontecimentos de Manaus”, concluiu Temer.

 

 

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