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Uma briga familiar pela propriedade de um terreno pode ter sido a causa do assassinato do soldado Vaine Luiz dos Santos Ferreira, de 33 anos, o 97º policial militar morto no Estado do Rio neste ano. Ele foi morto dentro de casa, em Olinda, bairro de Nilópolis, na Baixada Fluminense, na tarde deste sábado (12/8).

Segundo a Polícia Civil, o PM foi baleado com sete tiros pelas costas, supostamente disparados pelo próprio cunhado, o guarda municipal Marcelo de Moura Maciel. Um filho do PM, que é afilhado de Maciel, presenciou o crime, afirma a polícia. O guarda municipal teria fugido em seguida. Ele e o cunhado discutiam qual deles era dono de um terreno em Nilópolis.

O caso foi registrado na 57ª DP (Nilópolis), mas será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Até as 18h30 deste sábado a reportagem não havia localizado representantes de Maciel para se manifestar sobre a acusação.

Só nas últimas 24 horas, três PMs foram mortos no Rio. No ano, já são 97, o que dá 12 por mês, praticamente um a cada dois dias. A estatística de policiais mortos não inclui mortes de policiais civis. Dois policiais foram mortos entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado.

O soldado Samir da Silva Oliveira, de 37 anos, já tinha saído do trabalho, mas decidiu ajudar os colegas que abordavam um carro suspeito na Zona Norte do Rio. Quando se aproximou, os criminosos deram um tiro no rosto dele. A ação que levou à morte do soldado ocorreu por volta das 19 horas de sexta-feira. Ele trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, no Engenho Novo, zona norte da capital. Segundo a PM, policiais da UPP, incluindo Oliveira, abordaram um veículo suspeito na Rua 24 de Maio e foram atacados a tiros por criminosos. Oliveira foi baleado no rosto. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, próximo ao local, mas não resistiu ao ferimento. Neste sábado, foi o enterro dele.

No domingo (13), já estão marcados outros dois enterros. O do policial do grupo de elite da Polícia Civil, Bruno Guimarães Buhler. Ele foi baleado durante uma operação na favela do Jacarezinho, na Zona Norte. Era casado e tinha um filho. Sua morte aconteceu na tarde de sexta-feira. Buhler era agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), grupo de elite da Polícia Civil. Ele tinha 36 anos e socorrido no Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu.

Também vai ser enterrada a cabo Elisângela Bessa. Ela foi atacada de madrugada quando voltava para casa. Estava sem farda e levou um tiro na nuca. O assalto que levou à morte de Elisângela foi na Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso ao Rio, que corta as zonas oeste e norte até a região portuária. Segundo a assessoria de imprensa da PM, Elisângela estava com seu marido no carro quando foram abordados por assaltantes. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Central da Policia Militar, mas não resistiu ao ferimento na cabeça.

Ao jornal “Extra”, Alexandre Bessa Cordeiro, irmão de Elisângela, disse acreditar que a agente tenha sido executada pelos assaltantes. “O Rio virou um local de caça aos policiais, uma caçada. Acho que ela não reagiu, porque era tranquila. Todos os bairros viraram redutos de criminosos. É um perigo para todos da segurança pública, os PMs salvam vidas, mas morrem nas mãos dos bandidos”, disse Cordeiro ao jornal carioca.

 

 

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