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Diego Ferreira de Novais, 27 anos, que foi preso em fragrante por crime sexual em ônibus pela 17ª vez no sábado (2/8), vai continuar detido, segundo decisão da Justiça de São Paulo, após uma nova audiência de custódia realizada neste domingo (3/9). O juiz Rodrigo Marzola Colombini transformou a prisão em preventiva. Quanto ao pedido de avaliação psicológica feito pelo delegado do caso, o exame será realizado no transcorrer da tramitação do processo.

“Os fatos amoldam, em tese, a figura típica do estupro, tal qual entendeu a autoridade policial. O indiciado obrigou a vítima que com ele praticasse ato libidinoso ao esfregar seu pênis na perna dela, usando de violência para que a ofendida não conseguisse se esquivar, na medida em que lhe segurou a perna forçando o contato com o pênis ereto”, disse o juiz no termo de audiência de custódia.

Diego foi libertado na quarta (30), após outra audiência de custódia. Ele havia sido detido um dia antes, depois de ejacular em uma passageira dentro de um ônibus que trafegava pela Avenida Paulista. Para o juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, não havia elementos para enquadrá-lo no crime de estupro, pois ele entendeu não ter havido violência na ocorrência, posição que contou com a concordância do promotor Márcio Takeshi Nakada.

Na sentença, o magistrado afirmou que não viu possibilidade de enquadrar Novais por estupro por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” no caso.

Perigoso
O pai de Diego defendeu a prisão do filho. “É perigoso que uma pessoa dessa fique solta, e o delito que ele pratica não é justo”, criticou o aposentado, de 65 anos. “Em casa não posso ficar com ele. Ele é muito forte e agressivo”, descreveu.

Salvador Novais disse que o filho “nunca mais bateu bem” depois que foi atropelado e passou por operação no Hospital das Clínicas de São Paulo. O pai relata que o acidente ocorreu em 2006, quando Diego tinha 16 anos, e não sabe precisar o tipo de intervenção cirúrgica à qual o filho foi submetido.

O pai também disse temer que o filho seja considerado um estuprador ‘normal’ por outros presos e agredido se for levado a uma prisão comum. “Melhor é um tratamento para, mais tarde, ele reconhecer o que fez e pedir perdão, sei lá, perdão a Deus pelo que fez”, sugeriu.

Em 2009, aos 19 anos, o ajudante-geral foi detido pela primeira vez, na delegacia da Lapa (zona oeste). Depois, novos registros começaram em 2011 e vão até o último, no sábado (2/9). Por duas vezes, ele foi preso por flagrante de estupro. Mas os casos acabaram enquadrados como ato obsceno e Novais foi solto, como ocorreu nesta semana.

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