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Nutrição

De salame a refrigerante: veja como ultraprocessados detonam sua saúde

Estudo recente comprovou o impacto de alimentos ultraprocessados na saúde pública. No Brasil, esse tipo de comida gera 57 mil mortes por ano

09/11/2022 12:26
Omid Armin/Unsplash
Foto colorida de um refrigerante zero - Metrópoles

Um estudo recente conduzido pela Universidade de São Paulo, Unifesp, Fiocruz e Universidad de Santiago de Chile trouxe informações preocupantes sobre o consumo de alimentos industrializados. Pela primeira vez, a ciência apontou uma associação entre o consumo de ultraprocessados e óbitos. No Brasil, esse tipo de comida gera 57 mil mortes por ano, aproximadamente. O mais surpreendente desses números é o fato deles superarem o de mortes por homicídios no país, estimado em 45,5 mil em 2019 (período da realização da pesquisa).

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No mesmo estudo, foi constatado que, das mortes por doenças evitáveis, como doenças cardíacas, obesidade, câncer e outras, 21,8% tiveram correlação com esses alimentos. Se você não se convenceu ainda a cortá-los da dieta, o consumo desse tipo de produto ainda aumenta em 30% o risco de câncer colorretal.

Para quem não sabe, os ultraprocessados não são comida de verdade. Tratam-se de produtos alimentícios com adição de corantes, conservantes, açúcares, sódio e diversos aditivos químicos; e que causam diversos prejuízos à saúde. Podemos considerar ultraprocessados itens como:

  • Refrigerantes;
  • Macarrão instantâneo;
  • Pizzas e alimentos congelados;
  • Carnes processadas (a exemplo de peito de peru, salame, salsicha, presunto, biscoitos recheados, salgadinhos e fast foods).
Fuja de alimentos embutidos, como o salame

Aumento do risco de obesidade

Eles são prejudiciais por diversas razões, mas podemos destacar o aumento dos riscos de obesidade por desencadear processos inflamatórios no organismo, diminuir a absorção de nutrientes e alterar a microbiota intestinal.

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Uma forma eficiente de não fazer parte desses números é priorizar uma alimentação natural, com alimentos minimamente processados, ou seja, que contenham poucos ingredientes nas listas de ingredientes. Priorize o consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, iogurtes e grãos integrais.

(*) Thaiz Brito é nutricionista pós-graduanda em Nutrição Esportiva Clínica