Mulher ignora sangramento por anos e descobre câncer avançado
Pamela Alexander confundiu sintomas por mais de uma década até chegar ao diagnóstico de câncer de colo do útero
atualizado
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A escocesa Pamela Alexander, hoje com 56 anos, diz que a partir dos 35 começou a conviver com sintomas que, para ela, pareciam comuns. Sangramentos intensos e fora do período menstrual faziam parte da rotina, mas nunca foram investigados com profundidade. A percepção de que eram apenas alterações hormonais comuns atrasou a busca por ajuda médica, até que a situação se tornou grave.
Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, Pamela, só descobriu o câncer no colo do útero aos 43, após passar mal e desmaiar em casa. O episódio levou a uma avaliação médica mais detalhada, que revelou a doença em estágio avançado. Antes do diagnóstico, Pamela lidava com sinais persistentes que foram subestimados por ela ao longo dos anos. Entre eles:
- Sangramento fora do período menstrual;
- Fluxo intenso e prolongado;
- Dor durante relações sexuais;
- Desconforto na região pélvica.
A repetição dos sintomas não foi suficiente para motivar uma investigação imediata. Além disso, o constrangimento em realizar exames ginecológicos contribuiu para o atraso no diagnóstico, segundo ela.
Câncer de colo do útero
- O câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, se desenvolve nas células da parte inferior do útero, chamada colo uterino.
- É o tumor ginecológico mais comum no Brasil e a causa mais comum de morte por câncer em mulheres na América Latina.
- A maioria dos casos está relacionada à infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano).
- Na fase inicial, a doença geralmente não apresenta sintomas.
- No entanto, à medida que o câncer progride, podem ocorrer sangramento vaginal irregular, corrimento com mau cheiro ou cor diferente, dor pélvica ou durante a relação sexual, entre outros sintomas.
Diagnóstico em estágio avançado
Após o desmaio, exames revelaram um tumor já em estágio 3B, indicando que a doença havia avançado localmente. A descoberta tardia exigiu uma abordagem mais agressiva contra a doença.
Pamela passou por tratamento com quimioterapia, radioterapia e braquiterapia — combinação comum em casos mais avançados da condição. O tratamento foi bem-sucedido no controle do câncer, e Pamela entrou em remissão.
No entanto, as terapias deixaram sequelas permanentes, impactando a qualidade de vida. Mesmo após o fim do tratamento, o acompanhamento médico continua sendo necessário para monitorar possíveis complicações.
Hoje, Pamela compartilha a própria história em suas redes sociais como forma de conscientização. O principal alerta é para que sinais persistentes não sejam ignorados, mesmo quando parecem comuns.
O exame preventivo, conhecido como Papanicolau, é a principal ferramenta para detectar alterações no colo do útero antes que evoluam para câncer. A realização periódica do exame permite identificar lesões iniciais assim como iniciar o tratamento precocemente.
A história reforça que alterações no corpo que fogem do padrão habitual precisam ser investigadas. O diagnóstico precoce pode fazer diferença decisiva no desfecho da doença.
