Pé diabético: o que é, quais são os sintomas e como prevenir

O pé diabético é um dos sinais mais preocupantes da diabetes, ocorre em quadros mais graves da doença e pode levar à amputação do membro

atualizado 10/06/2022 15:45

Foto de um pé sendo testadoBreno Esaki/Saúde-DF

O pé diabético, caracterizado pelo aparecimento de feridas de difícil cicatrização, é um dos mais preocupantes sinais da diabetes, doença crônica que consiste no aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Feridas e machucados no pé diabético podem provocar quadros infecciosos, com inchaço, vermelhidão e dor. “O diabético tem uma deficiência imunológica, ou seja, uma redução das defesas que provoca maior suscetibilidade às infecções”, explica o cirurgião vascular Guilherme Tazbek, acrescentando que umas das complicações possíveis nestes casos é a necessidade de amputação do órgão.

 

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A base do tratamento para o pé diabético é o cuidado com as lesões, por meio de curativos e medicações indicadas para a cicatrização, além de antibióticos.

“Sabemos que, comumente, essas alterações ocorrem em pacientes que tem a doença por um longo prazo e controle débil, ou seja, um diabetes não controlado. As medidas educacionais, a dieta, além do controle com medicamentos são de grande importância para evitar essas complicações”, acrescenta o cirurgião vascular.

Há ainda a possibilidade da diabetes evoluir para alterações neurológicas, que levam à perda da sensibilidade nos membros, diminuição da sudorese e falta da sensação de dor. Quando isso ocorre, o paciente precisa ficar atento para machucados que, apesar de não causarem dor, podem infeccionar.

Prevenção

Além do controle dos níveis de açúcar no sangue, Yazbek recomenda que os diabéticos mantenham hábitos para prevenir o pé diabético:

  • Manter uma dieta equilibrada;
  • Realizar regularmente caminhadas e atividades físicas;
  • Não fumar;
  • Examinar periodicamente os pés, verificando a sola e as regiões entre os dedos;
  • Secar bem os pés, principalmente entre os dedos;
  • Usar talcos nos pés para evitar o aparecimento de frieiras;
  • Utilizar cremes hidratantes nos calcanhares;
  • Não andar descalço;
  • Evitar o uso de compressas de água quente, que podem causar queimaduras;
  • Utilizar sapatos confortáveis, de preferência com bico redondo;
  • Examinar atentamente o calçado antes de utilizá-lo.

Com os cuidados necessários e a visita regular a um médico, é possível evitar a progressão para casos graves. “É importante sempre estar ciente de que você tem uma doença. Sabendo disso, os cuidados evitarão as complicações e aumentarão a qualidade de vida”, afirma o médico.

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