Estudo com gêmeos mostra que amor aos cachorros está no DNA. Entenda

Uma pesquisa comparou a decisão de gêmeos idênticos e não idênticos a respeito de ter ou não um pet em casa. Os idênticos costumam concordar

atualizado 21/05/2019 15:15

Cachorro com donoRasulovs, Istock

Um estudo publicado no periódico Scientific Reports trouxe indícios de que a genética tem influência importante sobre a decisão de manter ou não um animal de estimação em casa, informa a BBC Brasil.

A pesquisa, realizada na Suécia, partiu de uma análise sobre o comportamento de irmãos gêmeos, comparando se eles tinham ou não um cachorro. No país, os donos de cachorros são obrigados a fazer um registro público. Os cientistas descobriram que as taxas de concordância entre os gêmeos a respeito da posse de cães são muito maiores quando eles são idênticos do que quando eles são não-idênticos.

Em outras palavras, quando compartilham o mesmo código genético, é comum que eles tenham o mesmo comportamento em relação a posse de animais de estimação. A comparação permite afirmar que a genética desempenha um papel na escolha.

“Tal tipo de estudo não pode nos dizer exatamente quais genes estão envolvidos, mas pelo menos demonstra, pela primeira vez, que a genética e o ambiente desempenham papéis iguais na determinação da posse de cães”, afirmou Patrik Magnusson, professor de epidemiologia no Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística no Instituto Karolinska, na Suécia, à BBC.

O próximo passo será tentar identificar se há variantes genéticas relacionadas à tendência de desenvolver alergias a animais ou à capacidade de se dar bem com eles, compreendendo suas necessidades, ou, até mesmo, ao sentimento de temor aos cães que algumas pessoas sentem e outras não.

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