Investigação aponta que suspeito quis matar mulher arrastada por carro
O caso foi registrado como tentativa de feminicídio. Tainara Souza foi arrastada por um carro na Marginal Tietê na manhã de sábado (29/11)
atualizado
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A Polícia Civil está investigando o caso da mulher que foi arrastada por um carro na Marginal Tietê, na altura de Vila Maria, zona norte de São Paulo, como tentativa de feminicídio, já que, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), “a apuração até o momento aponta que ele [o suspeito] teve intenção de atropelar e matar a vítima”.
Ainda de acordo com a pasta, apurações com testemunhas e análise de imagens levaram à identificação do suspeito, Douglas Alves Da Silva, de 26 anos, que segue foragido. Diligências estão em andamento para localizá-lo.
Tainara Souza Santos, de 30 anos, perdeu as duas pernas após ter sido arrastada. Ela foi socorrida por pessoas que passavam no local, que perceberam que se tratava de uma mulher presa do lado de fora do porta-malas de um carro preto. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli.
De acordo com os advogados da família, Fabio Costa e Wilson Zaska, quem dirigia o veículo era o ex da jovem, que a perseguia há tempos. O irmão de Tainara, Luan, informou ao Metrópoles que os dois eram ex-ficantes e nunca tiveram nada sério.
A defesa informou que a vítima perdeu as duas pernas e, por conta do estado em que foi encontrada, segue internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sem risco de morte.
Ela é mãe de dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 8. “Ela é uma menina alegre. Gosta de sair, curtir, não arruma briga, é querida, faz todo mundo sorrir, é brincalhona”, disse o irmão da vítima, Luan.
A ocorrência foi registrada no 73° DP (Jaçanã), informou a SSP.
Família pede justiça por mulher arrastada por carro na Marginal
Familiares, amigos e advogados de Tainara Souza Santos vão lutar para que a justiça seja feita pela vítima.
A defesa, representada por Fabio Costa e Wilson Zaska, publicou nas redes sociais que o caso “jamais ficará impune” e que “a justiça será feita”. Ao Metrópoles, o irmão de Tainara, Luan, disse que a polícia foi acionada para a ocorrência.








