Eleição 2026

Haddad critica militarização de escolas em SP: “Vendendo uma fantasia”

Pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad participou de evento nesta segunda (30/3). Ele defendeu páreo respeitoso com Tarcísio

atualizado

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Governo de SP/Divulgação e Ministério da Fazenda/Divulgação
Imagens coloridas mostram o governador de SP, Tarcísio de Freitas, à esquerda na imagem, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, à direita
1 de 1 Imagens coloridas mostram o governador de SP, Tarcísio de Freitas, à esquerda na imagem, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, à direita - Foto: Governo de SP/Divulgação e Ministério da Fazenda/Divulgação

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) criticou nesta segunda-feira (30/3) um dos principais pontos da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos): a militarização de escolas.

“Temos um problema de segurança que tem que ser resolvido pelas forças de segurança e um problema de educação que tem que ser resolvido pelos educadores. Nós estamos misturando estações aqui para agradar o público, mas vendendo uma fantasia, vendendo uma ilusão, avaliou Haddad.

O ex-ministro enfatizou que São Paulo deve liderar a educação brasileira. “É o estado mais rico do país, é o que mais investe, mas não colhe os resultados em termos de qualidade. Essa coisa de militarizar e passar de ano, eu acho que nós estamos trocando os pés pelas mãos.”

Neste início de ano letivo, a implementação do modelo foi marcada por falta de uniformes e dúvidas da comunidade sobre o funcionamento, que abrange monitores policiais dentro das unidades. Depois de disputa na Justiça, as escolas cívico-militares foram uma vitória da gestão Tarcísio, que criou o programa para agradar à base bolsonarista do governo.

A fala de Haddad ocorreu durante o evento Banco Safra Macro Day, em São Paulo. Na ocasião, ele fez um balanço da própria gestão à frente do Ministério da Fazenda, ao destacar o controle da inflação, a queda do desemprego e o apoio do Congresso pela primeira vez em uma agenda de corte de gasto tributário. “Nós tivemos um bom período, tanto no que diz respeito à relação com o Congresso quanto no que diz respeito à relação com o Poder Judiciário, em relação às chamadas grandes teses”, afirmou.

“Nem obrigado”

Nesta segunda, Haddad também reforçou o discurso usado pelo governo federal nas últimas semanas ao acusar Tarcísio de ingratidão.

“Quando colocam você à frente de um projeto importante para o estado, você não pergunta se o governador é do partido A, B ou C. Você faz pela qualidade do projeto”, disse. “No governo federal, todo projeto importante de São Paulo, trem intercidades, metrô, túnel Santos-Guarujá, Rodoanel, tudo isso tem dinheiro federal”, apontou.

Haddad ainda relembrou a renegociação de dívida de São Paulo. “Diminui o fluxo de recursos que o estado tem que despender para pagar o que deve para a União. E nós fomos criticados pelo mercado financeiro, inclusive — e fizemos porque achávamos necessário. E não fizemos para receber um ‘muito obrigado’, porque nem isso recebemos, mas fizemos porque era certo fazer”, analisou.

Polarização

No painel, Haddad foi questionado sobre a possibilidade de uma “terceira via” nas eleições deste ano ao Planalto. Mais cedo, no mesmo evento, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, alegou que a candidatura de Ronaldo Caiado representa uma “alternativa” para os eleitores que não pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou no senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Tem dois blocos que têm líderes políticos com um apelo popular muito forte. Queira ou não queira, você tem, de um lado, uma pessoa que tem 50 anos de vida pública, está no terceiro mandato, tem o respeito da população e está se colocando na disputa. E, no outro, o ex-presidente, que perdeu a eleição, mas não perdeu o apoio político. Essa é a verdade. E que lançou seu filho à Presidência da República”, ponderou.

No entanto, Haddad destacou que, na atual realidade brasileira, a polarização é evidente. “No Brasil, você tem espaço [para alternativa] no município, no estado e para a Presidência da República. Agora, não acredito que seja o caso. Uma pessoa que disputou a eleição presidencial de 1989, o Caiado, não dá para chamá-lo de uma novidade, e eu acho que o discurso também não é novo”, disparou.

Ao discorrer sobre as eleições de 2026, Haddad assegurou que o plano de governo para São Paulo será apresentado até julho. O pré-candidato defendeu um páreo respeitoso com Tarcísio, baseado em “debate técnico” sob discussões de ideias e propostas.

“Isso não significa não criticar. O nosso governo federal vai ser criticado, o governo aqui do Tarcísio vai ser criticado. Agora, tem formas de fazer isso, tem formas sérias de fazer isso, de se apontar para os problemas, dizer que você faria melhor, dizer que você faria diferente”, afirmou. “Que tenha torcida, que tenha calor, tudo bem. Mas, no fim do jogo, jogo da democracia, torcer por quem ganhar e fazer um bom trabalho. É assim que eu vou procurar me portar”, finalizou Haddad.

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