Guerra de influencers: ex de Cellbit é condenada por falsa denúncia
Streamer Cellbit processava a influencer Flavia Gato, também conhecida como Sayuri ou Sasa, por calúnia, injúria e difamação
atualizado
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A Justiça de São Paulo condenou a influenciadora Flavia Gato, também conhecida como Sayuri (Sasa) ou Flobs, pelos crimes de calúnia, injúria e difamação contra o ex-namorado, o streamer Cellbit, nome artístico de Rafael Lange. O processo diz respeito a acusações de agressão sexual, abuso psicológico e coação feitas pela influencer em publicações nas redes sociais.
Sasa foi condenada a 10 meses e 26 dias de detenção e ao pagamento de 16 dias-multa. A pena privativa de liberdade, no entanto, foi substituída por uma privativa de direitos, e a influenciadora deverá prestar serviços gratuitos a uma entidade beneficente, com a frequência de oito horas semanais.
A juíza responsável pelo caso considerou que as denúncias feitas por Flavia se limitaram à internet, não tendo ela comparecido a uma delegacia para registrar boletim de ocorrência ou buscado medidas legais e protetivas nos termos da Lei Maria da Penha.
“Tratam-se de alegações graves, que exigem apuração formal, com produção de provas e respeito ao devido processo legal, não sendo admissível que meras publicações em redes sociais, desacompanhadas de elementos probatórios, sirvam para formar juízo de culpa ou promover condenação pública”, diz um trecho da decisão.
Também entendeu que a defesa da influenciadora não conseguiu produzir qualquer elemento probatório de agressão social, ao passo que as provas apresentadas por Cellbit teriam mostrado a inconsistência da acusação.
Flavia Gato e Rafael Lange namoraram por dois anos, entre 2015 e 2017. Após o término, Flavia passou a afirmar nas redes ter vivido uma relação abusiva. Sem citar nomes, em 2024, a influenciadora ainda mencionou uma agressão sexual que teria sofrido em um relacionamento. A postagem foi logo associada a Cellbit.
“Eu queria mto que vocês parassem de ficar revivendo uma agressão sexual que eu sofria sem ter noção das coisas como se fosse engraçado. Infelizmente eu achava normal sentir dor e sofria uma pressão do c* para alimentar a autoestima dele publicamente, então falava m* achando que iria agradar. Tomem vergonha na cara, bando de imbecil”, escreveu no post, que foi apagado logo depois.
Procurada pelo Metrópoles, Sasa ainda não se pronunciou sobre a condenação. O espaço segue aberto.












