Estupro coletivo de crianças foi “crime de oportunidade”, diz delegado

Segundo a polícia, até o momento não há indicação de planejamento do estupro coletivo das duas crianças

atualizado

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O delegado Júlio César Geraldo, do 63º DP, responsável pela ivnestigação
1 de 1 O delegado Júlio César Geraldo, do 63º DP, responsável pela ivnestigação - Foto: Milena Vogado/Metrópoles

O estupro coletivo de duas crianças de 7 e 10 anos na zona leste de São Paulo teria sido um “crime de oportunidade“, sem planejamento ou indicação de “situações anteriores” até o momento, segundo o delegado Júlio César Geraldo, do 63º DP (Vila Jacuí), responsável pela apuração do caso.

Para este momento, nós não temos qualquer indicação de situações anteriores. O que se tem agora foi um crime de oportunidade“, afirmou o delegado.

Júlio César concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (5/5), pouco depois da chegada à capital paulista do único maior de idade envolvido no crime, Alessandro Martins dos Santos. O suspeito de 21 anos é apontado pela polícia como mentor do estupro coletivo das duas crianças.

Alessandro chegou à capital paulista nesta terça-feira (5/5). Ele havia sido detido no último sábado (2/5) pela Guarda Municipal de Brejões, no interior da Bahia.

O suspeito foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito, e deverá seguir para um Centro de Detenção Provisória (CDP) na sequência, para que seja cumprido o mandado de prisão temporária.

Alessandro é o único adulto suspeito de participar do estupro coletivo das crianças. Além dele, quatro adolescentes foram apreendidos. De acordo com a polícia, os quatro menores de idade envolvidos já confessaram o crime.

Próximos passos da investigação

Após a detenção dos cinco envolvidos no estupro coletivo das crianças, a polícia agora busca identificar quem foram as pessoas que compartilharam as imagens dos abusos nas redes sociais.

Segundo a investigação, Alessandro filmou o estupro e enviou para conhecidos pelo aplicativo de mensagem WhatsApp. A partir desse envio, as gravações foram divulgadas nas redes sociais.

As autoridades afirmaram que aqueles que compartilharam os vídeos também podem ser indiciados e pediu que as pessoas que estão divulgando os vídeos, mesmo que na boa intenção de expor a revolta sobre o crime, parem de expor as crianças.

Além disso, a equipe policial investiga a possibilidade de moradores da comunidade onde as crianças vivem terem feito ameaças, evitando que a família registrasse boletim de ocorrência. Segundo os delegados do caso, algumas pessoas queriam que o assunto fosse “resolvido” dentro do próprio bairro, sem envolvimento da polícia.


Entenda o caso

  • Duas crianças, de 7 e 10 anos, foram atraídas por quatro adolescentes e um adulto a um imóvel da região, após serem convidadas para soltar pipa, no último dia 21 de abril.
  • Ao chegarem ao local, as duas foram abusadas sexualmente.
  • O adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, tomou a iniciativa de gravar os abusos com o próprio celular e, posteriormente, pediu para um adolescente seguir com a filmagem.
  • Essa gravação foi enviada pelo próprio Alessandro a um grupo de conversas no WhatsApp e, depois, caiu nas redes sociais.
  • A partir da divulgação na internet, a irmã de uma das vítimas identificou a criança e registrou um boletim de ocorrência, no dia 24 de abril.

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