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Dólar sobe e Bolsa cai com guerra e pesquisa eleitoral no foco

Moeda americana iniciou a sessão em alta de 0,52%, a R$ 5,24. O Ibovespa, principal índice da B3, caía 0,53%, às 10h10

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1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

As incertezas com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio voltaram a direcionar os mercados de câmbio e ações na manhã desta quinta-feira (5/3). Com isso, o dólar iniciou a sessão em alta de 0,52%, cotado a R$ 5,24. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava em leve queda de 0,53%, aos 184,4 mil pontos, às 10h10, pouco depois do começo do pregão.

O movimento global da moeda americana também é de alta. Às 10h10, o índice DXY, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes (como euro, iene e libra esterlina), subia 0,10%, aos 98,90 pontos.

Os investidores acompanham ainda nesta quarta-feira a divulgação de pesquisa eleitoral do Datafolha para presidente e governadores. No âmbito estadual, o levantamento vai testar a força nome do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O mercado tem reagido de forma sensível a esse tipo de sondagem. Algo que resulta, mesmo que momentaneamente, em variações expressivas no Ibovespa, por exemplo.

Desemprego

Pela manhã, às 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a taxa de desemprego no Brasil. No trimestre encerrado em janeiro de 2026, ela ficou em 5,4%, estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025. O indicador, medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), caiu 1,1 ponto percentual, na comparação com o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).

Na avaliação de André Valério, economista do Banco Inter, os números sugerem um mercado de trabalho extremamente resiliente em meio à elevada taxa de juros, com a população ocupada estável no trimestre em patamar recorde, acompanhada de queda na taxa de informalidade, alcançando 37,5%, o menor valor desde julho de 2020.

Perda de dinamismo

“Além disso, o rendimento real cresceu 2,8% e a massa de rendimento real, 2,9%”, diz. “Entretanto, não vemos espaço para uma melhora continua do mercado de trabalho. Os principais indicadores encontram-se próximos ao topo e vemos sinais de perda de dinamismo.”

As informações sobre o mercado de trabalho são essenciais para definir o início e a intensidade do ciclo de corte de juros no Brasil. Ele será definido em duas semanas, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).

Matheus Pizzani, economista da PicPay, não vê o dado divulgado nesta quinta-feira como um “empecilho” para o início da redução da taxa básica de juros no Brasil, a Selic. “Reforçarmos nossa perspectiva de queda de 0,50 ponto percentual e uma taxa de 12% no fim do ano”, diz. “Não obstante, a incerteza que ainda paira sobre o comportamento desta variável (o mercado de trabalho), tendo em vista sua importância relativa para o cenário atual.”

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