Antiga CCR, Motiva vende 20 aeroportos em negócio bilionário. Ação cai
Com o negócio, alguns dos principais aeroportos do Brasil passarão a ser controlados pela empresa mexicana Asur. Ações da Motiva recuam

A Motiva (ex-Grupo CCR) anunciou, na noite de terça-feira (18/11), a venda integral de sua plataforma de aeroportos para a mexicana Asur, incluindo 20 terminais na América Latina, dos quais 17 no Brasil. O negócio movimentou R$ 11,5 bilhões.
A Asur opera aeroportos no México, entre os quais os de Cancún e Cozumel, além de Porto Rico e Colômbia. A companhia assumirá, entre outros terminais, os de Confins (na região metropolitana de Belo Horizonte), Curitiba e Goiânia.
Com o negócio, alguns dos principais aeroportos do Brasil passarão a ser controlados pela empresa mexicana. A transação ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos credores das concessionárias envolvidas na operação.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasAções em queda
Apesar da venda bilionária, as ações da Motiva negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) operavam em queda no pregão desta quarta-feira (19/11).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPor volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), os papéis da antiga CCR registravam perdas de 1,57%, cotados a R$ 15,65.
O que diz o mercado
Segundo os analistas do Bradesco BBI, o acordo envolvendo a Motiva e a Asur diminui a complexidade do portfólio da empresa, que passa a atuar em apenas um país e vê o seu número de ativos recuar de 37 para 17.
O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que a venda dos aeroportos já era esperada, inclusive por valores semelhantes ao anunciado. Segundo os analistas do banco norte-americano, os negócios devem ter impacto limitado sobre o preço das ações.
Também destacando que não houve surpresa com a transação, o BTG Pactual afirma que se trata de um passo importante para a otimização do portfólio da Motiva. O banco observa ainda que o efeito deve ser neutro em termos de mercado e que as ações da companhia acumulam alta de quase 60% em 2025.



