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Negócios

Antiga CCR, Motiva vende 20 aeroportos em negócio bilionário. Ação cai

Com o negócio, alguns dos principais aeroportos do Brasil passarão a ser controlados pela empresa mexicana Asur. Ações da Motiva recuam

19/11/2025 11:30
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Christyam de Lima/Getty Images
Imagem de fila de passageiros no check-in do Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte - Metrópoles

A Motiva (ex-Grupo CCR) anunciou, na noite de terça-feira (18/11), a venda integral de sua plataforma de aeroportos para a mexicana Asur, incluindo 20 terminais na América Latina, dos quais 17 no Brasil. O negócio movimentou R$ 11,5 bilhões.

A Asur opera aeroportos no México, entre os quais os de Cancún e Cozumel, além de Porto Rico e Colômbia. A companhia assumirá, entre outros terminais, os de Confins (na região metropolitana de Belo Horizonte), Curitiba e Goiânia.

Com o negócio, alguns dos principais aeroportos do Brasil passarão a ser controlados pela empresa mexicana. A transação ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos credores das concessionárias envolvidas na operação.

Ações em queda

Apesar da venda bilionária, as ações da Motiva negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) operavam em queda no pregão desta quarta-feira (19/11).

Por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), os papéis da antiga CCR registravam perdas de 1,57%, cotados a R$ 15,65.

O que diz o mercado

Segundo os analistas do Bradesco BBI, o acordo envolvendo a Motiva e a Asur diminui a complexidade do portfólio da empresa, que passa a atuar em apenas um país e vê o seu número de ativos recuar de 37 para 17.

O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que a venda dos aeroportos já era esperada, inclusive por valores semelhantes ao anunciado. Segundo os analistas do banco norte-americano, os negócios devem ter impacto limitado sobre o preço das ações.

Também destacando que não houve surpresa com a transação, o BTG Pactual afirma que se trata de um passo importante para a otimização do portfólio da Motiva. O banco observa ainda que o efeito deve ser neutro em termos de mercado e que as ações da companhia acumulam alta de quase 60% em 2025.

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