Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com França e Reino Unido
Ucrânia, França e Reino Unido rejeitam alegações da Rússia e classificam acusações como mentira e desinformação flagrante
atualizado
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A Rússia acusou a Ucrânia, nesta terça-feira (24/2), de tentar obter armas nucleares com ajuda do Reino Unido e da França, em meio à guerra que já dura quatro anos.
A acusação foi divulgada pelo Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR), que afirmou que Londres e Paris estariam “trabalhando ativamente” para fornecer armas nucleares ou tecnologia relacionada à Ucrânia, com o objetivo de fortalecer a posição de Kiev nas negociações para encerrar o conflito.
A Ucrânia negou a alegação e classificou a afirmação como “uma mentira absurda”, enquanto britânicos e franceses também rebateram a acusação e a classificaram como desinformação.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Heorhii Tykhyi, afirmou à imprensa internacional que o país já negou esse tipo de acusação diversas vezes e reiterou que a Ucrânia não pretende readquirir armamento nuclear e continua comprometida com os tratados internacionais de não proliferação.
Autoridades europeias também rejeitaram a versão russa. Um porta-voz do governo francês classificou a acusação como “desinformação flagrante”, enquanto o gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que “não há verdade nisso”.
Putin faz alerta
As acusações surgem no mesmo dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, alertou que inimigos do país sabem como qualquer ataque contra Moscou poderia terminar, e destacou o poderio nuclear russo.
Segundo ele, adversários “não conseguem infligir uma derrota estratégica à Rússia”, mas continuarão tentando e “vão se arrepender”.
As declarações ocorrem no quarto aniversário da invasão em larga escala lançada por Moscou, em 24 de fevereiro de 2022.
Na época, o Kremlin esperava uma vitória rápida, mas o conflito se transformou em uma guerra prolongada. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, enquanto Kiev mantém a resistência com apoio militar e financeiro de aliados ocidentais.
A Ucrânia herdou parte do arsenal nuclear soviético após o fim da União Soviética, mas abriu mão das armas na década de 1990 em troca de garantias de segurança. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já criticou essa decisão no passado, embora seu governo afirme que não pretende desenvolver ou adquirir armamento nuclear.
A Rússia, por sua vez, possui o maior arsenal nuclear do mundo, com cerca de 5.580 ogivas, segundo estimativas internacionais.






