MG tem 1,8 mil crimes violentos registrados em 2026; BH lidera

A categoria reúne ocorrências como homicídio, roubo, estupro, sequestro e cárcere privado; casos recentes ilustram violência no estado

atualizado

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tiros arma irmãos
1 de 1 tiros arma irmãos - Foto: Ilustração

Belo Horizonte — Minas Gerais começou 2026 com 1.836 crimes violentos registrados apenas em janeiro, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O número representa queda em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 2.554 ocorrências. Apesar da redução, casos recentes mostram que a violência segue presente e marcada por episódios de alta gravidade no estado.

Belo Horizonte lidera o ranking em números absolutos, com 512 registros no primeiro mês do ano. Em janeiro do ano passado, a capital havia somado 1.160 ocorrências, indicando diminuição significativa.

O que entra na conta

De acordo com a Sejusp, a categoria de crimes violentos reúne ocorrências como homicídio (consumado e tentado), roubo (consumado e tentado), estupro — incluindo o de vulnerável —, extorsão e casos de sequestro e cárcere privado. Os dados são contabilizados com base nos registros feitos pelas forças de segurança no Sistema Integrado de Defesa Social (Reds).

Casos recentes expõem cenário

Mesmo com a queda nos números, crimes registrados nas últimas semanas ajudam a dimensionar a gravidade da violência em Minas.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, uma mulher de 48 anos foi resgatada após ser mantida em cárcere privado pelo companheiro, em Ibirité. Segundo a Polícia Militar, a vítima estava debilitada, era agredida e obrigada a consumir drogas.

Outro caso que chamou a atenção foi uma chacina em uma padaria na Grande BH, onde três mulheres foram mortas a tiros. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pela não aceitação do suspeito a uma rejeição.

Já na capital, um professor de dança de 56 anos foi encontrado morto dentro de casa, com uma faca no pescoço. A principal linha de investigação aponta para latrocínio — roubo seguido de morte.

Na comunidade de Mocambo, no interior de Minas, uma menina de apenas 13 anos denunciou ter sofrido estupro coletivo e contou que engravidou de um dos agressores. O caso aconteceu em um matagal, durante uma festa.

Os episódios, com diferentes dinâmicas, evidenciam a diversidade e a gravidade dos crimes violentos registrados no estado.

Roubos puxam estatística

Entre os crimes registrados em janeiro, o roubo consumado foi o mais frequente, com 930 ocorrências — mais da metade do total no estado. Na sequência, aparecem:

  • estupro de vulnerável consumado (234)
  • homicídio tentado (181)
  • homicídio consumado (151)
  • estupro consumado (102)
  • extorsão consumada (100)

Também foram contabilizados casos de roubo tentado (65), sequestro e cárcere privado (31), estupro tentado (18), extorsão tentada (15) e estupro de vulnerável tentado (9).

Armas de fogo em destaque

Do total de ocorrências registradas em janeiro, 664 tiveram o uso de arma de fogo — mais de um terço dos casos.

O dado reforça a presença desse tipo de armamento em crimes de maior potencial letal, especialmente homicídios e roubos.

Apesar da redução em relação ao ano anterior, a sequência de casos recentes indicam que o cenário da violência em Minas Gerais ainda impõe desafios às forças de segurança e mantém elevada a preocupação da população.

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