Saúde desmente post de bolsonarista sobre mortes por Covid no DF

Recorte do boletim compartilhado na internet indica que óbitos teriam ocorrido entre vacinados, mas a secretaria corrigiu a informação

atualizado 16/02/2022 15:21

vacinação de idosos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal desmentiu, nesta quarta-feira (16/2), uma publicação feita nas redes sociais sobre a morte de pacientes vacinados por Covid-19 na capital. A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) compartilhou a informação – considerada falsa por autoridades sanitárias locais.

Segundo a pasta distrital, a imagem que circula na internet mostra a ocorrência de 16 óbitos pela doença, em 14 de fevereiro deste ano, e todos esses óbitos seriam relacionados a pacientes com duas doses de vacina ou de reforço.

De acordo com a chefe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do DF, Priscilleyne Reis, a imagem desinforma a população e não contextualiza os dados.

“O primeiro aspecto a ser observado é que, dos 16 óbitos registrados, 14 referem-se a pessoas que não tomaram a dose de reforço. Todas tinham mais de 50 anos, a metade mais de 80, e deveriam ter tomado o reforço, conforme previsto no Programa Nacional de Imunizações”, informa a secretaria.

Veja a publicação:
Secretaria de Saúde desmente fake news usadas por negacionistas
Falta de reforço

Ainda segundo a nota, três se enquadravam na categoria de imunossuprimidos e poderiam ter tomado até a quarta dose prevista para esse público. Os óbitos registrados no dia 14 também não se referem somente ao dia.

“O fato é que, dos 93 idosos acima de 60 anos que morreram de Covid-19 no Distrito Federal, entre 1º de janeiro e 7 de fevereiro, 79 (82,3%) não tinham recebido três doses da vacina contra Covid-19 e 14 haviam completado o ciclo vacinal. A taxa de mortalidade do primeiro grupo ficou em 164,20 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto no segundo grupo foi de 4,9 por 100 mil habitantes”, pontuou a nota.

De acordo com Priscilleyne Reis, é inadequado utilizar dados de um único dia para induzir a população a tirar qualquer conclusão.

“Fica bem evidente a importância da vacinação e a urgência para que todos procurem a dose de reforço de maneira oportuna”, ressaltou.

Para a servidora, o principal alerta a ser feito é que cerca de 14,4% dos idosos do Distrito Federal não receberam ainda as três doses da vacina.

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