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Apesar de se definir como “muito feliz e orgulhoso” pela vitória da Seleção Brasileira sobre a Áustria por 3 x 0, neste domingo (10/6), o técnico Tite insistiu em esconder a equipe que vai estrear na Copa do Mundo. Daqui a uma semana, em Rostov, o Brasil dará o pontapé inicial na competição, contra a Suíça.

“Eu respondo na quinta (14) ou sexta-feira (15) o time da Copa. Agora eu estou na adrenalina e não tenho como praxe adiantar o time”, esquivou-se. O treinador disse que a equipe ainda não está pronta e que o desafio é constante. A cada vitória e a cada boa atuação, cresce a expectativa sobre o rendimento do time. “Nós nos desafiamos para ser sempre melhores e isso faz elevar o nível da equipe, individual e coletivo.”

No entanto, Tite dificilmente colocará em campo contra os suíços time diferente do amistoso deste domingo. Isso porque a equipe funcionou como ele desejava. O quarteto formado por Willian, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus jogou bem, como de resto todo o time, e o treinador reconheceu esse bom desempenho.

Ele destacou a intensidade da equipe, que tem como vantagem adicional desgastar o adversário. Foi o que se viu contra a Áustria e o que o treinador espera que ocorra durante a Copa. “O adversário vai cansar diante da mobilidade que essa equipe tem, 60% dos gols dessa equipe saem no segundo tempo. É um time muito móvel e tem de saber tirar proveito disso”, afirmou.

Outro fator que leva a crer que Tite não vai mexer na escalação que considera ideal é que ele voltou a dizer que não pretende mexer radicalmente na equipe em função da maneira de jogar dos adversário. Tem alternativas, como escalar um meio de campo mais marcador contra rivais que tenham mais força, mas sem alterar o espírito da equipe, que é ofensivo.

“Vamos começar a pensar agora na Suíça”, disse o treinador, que na realidade estuda pormenorizadamente o rival da estreia desde o dia do sorteio dos grupos, em dezembro do ano passado. “Temos uma forma de jogar. Não mudamos nosso jeito de jogar se enfrentarmos a Alemanha. Tentamos repetir o padrão”, disse, confiante de que tem um time capaz de se livrar de situações difíceis. “Quando tiver pressão, o jogador vai encontrar soluções.”

O treinador considerou que a maneira como a equipe se comportou emocionalmente diante da Áustria, que por várias vezes apelou para jogadas ríspidas, até mesmo violentas – o alvo principal foi Neymar -, foi uma prova do amadurecimento da seleção. Ele destacou que os jogadores não perderam o equilíbrio.

“A concentração competitiva desses atletas é elogiável. Eles se concentraram em jogar. Essa equipe está amadurecendo. Teve um bom desempenho em um jogo de contato"
Tite, técnico da Seleção Brasileira

Ao falar novamente do jeito desafiador que propõe para os jogadores, ele aproveitou para justificar a intensidade dos treinamentos que levou à contusão do volante Fred, atingido por Casemiro em um treino. “A forma como trabalhamos por vezes provoca muito contato. Talvez se tivesse treinos mais leves o Fred não teria machucado, assim como o Renato (Augusto). Mas esse é o preço da excelência.”

 

 

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