Delegada do caso Prior encerra inquérito e não indicia ex-BBB por estupro

Advogada do arquiteto diz que ele confiava no encerramento do caso e na justiça e que, agora, o paulista deseja retomar a vida normal

atualizado 05/08/2020 22:10

felipe prior BBB20Reprodução/Instagram

A delegada Maria Valéria Pereira Novaes, da 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo, encerrou, nessa terça-feira (4/8), o inquérito que apurava as acusações de estupro e tentativa de estupro de três mulheres contra o arquiteto e ex-BBB Felipe Prior, de 27 anos.

Em entrevista ao portal F5, a delegada explicou a decisão pelo não-indiciamento do suspeito. “Terminei o relatório e encaminhei com tudo que apurei. Eu, como delegada, tenho que me ater ao delito e, pela minha convicção técnico-jurídica, aquele crime, aquele artigo penal, não aconteceu. Isso não quer dizer que ele não vai ser indiciado posteriormente ou que tenha sido absolvido”, afirmou Novaes.

Ainda segundo a delegada, o inquérito foi encaminhado para o Ministério Público, que ainda pode apresentar denúncia contra o ex-BBB. Nesse caso, caberá ao juiz decidir se acatará ou não, o que poderá torná-lo réu futuramente.

Em nota, a assessoria de imprensa de Prior afirmou que sua advogada, Carolina Pugliese, sempre acreditou que o arquiteto provaria sua inocência. “O que nós esperamos agora é que o caso seja encerrado para que a justiça se restabeleça e o Felipe Prior retome o curso normal de sua vida”, considerou.

Acusações

Em abril, após a eliminação de Felipe Prior da vigésima edição do Big Brother Brasil, a revista Marie Claire noticiou, pela primeira vez, as acusações sobre o paulista, dos supostos crimes que teriam acontecido entre 2014 e 2018, após festas dos jogos universitários InterFAU. As três mulheres não teriam registrado boletim de ocorrência na ocasião por vergonha e medo. Já Prior sempre negou as acusações.

À época das denúncias, o InterFAU afirmou, em nota, que Prior não poderia ingressar e tampouco participar das atividades do evento desde outubro de 2018, justamente por causa de denúncias envolvendo-o em casos de assédio “além de uma acusação de crime sexual durante o InterFAU de 2018”.

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