Vítima de feminicídio no DF, Rute foi morta na casa do pai

Moradores da QR 321, em Samambaia, contam detalhes do assassinato da mulher. Companheiro está preso

Reprodução/Internet

atualizado 15/01/2020 19:35

Vizinhos de Rute Paulina da Silva, de 42 anos – uma das três mulheres assassinadas na terça-feira (14/01/2020) em Samambaia – contaram detalhes da morte dela. E contaram que ela era muito tranquila e religiosa. O principal suspeito, segundo a Polícia Civil (PCDF), companheiro dela, está preso por feminicídio.

O corpo de Rute foi encontrado na casa do pai, na Quadra 321 de Samambaia Sul (foto em destaque), com a marca de uma facada no pescoço. Ela deixou dois filhos – de 7 e 2 anos. Um deles chegou a dizer que viu o pai esfaqueando a vítima.

Eunice de Almeida, 58, mora em frente à casa. Ela afirma que Rute (foto em destaque) era uma pessoa calma e religiosa, porém, o marido tinha fama de ser muito ciumento. “Depois que tudo aconteceu, eu ainda perguntei ao pai dela se o rapaz tinha batido nela ou algo do tipo. Ele disse que não. Ela era evangélica, uma pessoa maravilhosa.”

Outra vizinha, que preferiu não se identificar, reafirmou que Rute era tranquila e religiosa. “Ela falava com todo mundo, dava bom dia, boa tarde. Já o marido dela era bem estranho, caladão e não falava com ninguém”, aponta.

Hugo Barreto/Metrópoles
Casa do pai de Rute, em Samambaia
Sangue

Eunice e o filho ajudaram no socorro da mulher, após ela ter saído sangrando da residência.”Eu a vi caída do chão gritando muito por socorro. Acredito que ele tenha esfaqueado ela lá dentro, tanto é que tem o rastro de sangue”, relata.

“Quando a vimos no chão, de bruços, desviramos e tentamos ajudar. Meu filho até tentou levar para dentro de casa, mas já tinha morrido”, lembra Eunice.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito fugiu por temer um possível linchamento público. E não se apresentou no momento do crime para não ser preso. Depois, porém, apareceu na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

O problema é que os agentes da 32ª DP (Samambaia) estavam em diligência tentando localizar o autor e foram avisados. Por isso, a apresentação dele à polícia não é considerada espontânea. Desse modo, o homem recebeu auto de prisão em flagrante e acabou recolhido à carceragem da PCDF, onde permanece à disposição da Justiça.​

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