Servidores da CLDF ficam sem atendimento médico em outros estados

Plano de saúde contratado pelo Fundo de Saúde da Casa deixou de atender fora do Distrito Federal

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 08/01/2020 19:58

Com um orçamento de aproximadamente R$ 30 milhões por ano, o Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e dos Servidores da Câmara Legislativa (Fascal) está enfrentando dificuldades com a Unimed Norte-Nordeste. A empresa intermedia os atendimentos aos associados fora do Distrito Federal e, sem aviso prévio, deixou de atender os beneficiários.

A princípio, não há uma posição oficial da Unimed para a Câmara Legislativa sobre os motivos que a levaram a não disponibilizar o serviço aos associados. Para o vice-presidente da Casa, Rodrigo Delmasso (Republicamos), a empresa passa por problemas financeiros.

“Mandamos suspender o credenciamento da Unimed exatamente por eles não terem informado a suspensão dos atendimentos. Nós já abrimos um novo chamamento para outros planos de saúde e, até o final de janeiro, pretendemos estar com outra empresa fazendo essa intermediação”, afirmou Delmasso.

O distrital salientou que, ao firmar acordo com a Unimed, não sabia das dificuldades enfrentadas pelo plano de saúde. As reclamações aumentaram com o período de férias, quando muitos associados saem do DF com a família para viajar.

A falta de apoio clínico fora de Brasília pegou de surpresa servidores que fizeram reclamação ao Fascal. As discussões chegaram às redes sociais, e a direção da Câmara Legislativa agora aguarda os prazos legais para descredenciar a empresa.

De acordo com a direção da Fascal, cerca de 4,7 mil pessoas, entre servidores e dependentes, são credenciadas ao fundo de saúde. Alguns deles – o número não foi informado – moram fora do Distrito Federal.

A diretoria da CLDF afirma que o contrato com a Unimed está regular, e o problema é entre o plano de saúde e os hospitais credenciados para os atendimentos.

Caso algum dos associados precise de atendimento fora do DF, a recomendação é que pague do próprio bolso, pegue a nota fiscal e, posteriormente, peça o reembolso.

A reportagem tentou contato com diversos números da Unimed, mas, até a última atualização deste texto, não conseguiu falar com nenhum representante.

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