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Nesta sexta-feira (9/3), o nível do Descoberto atingiu o maior índice desde o início do racionamento: 61%. A última vez em que o reservatório atingiu a marca foi em agosto de 2016, um mês antes do início do racionamento.

A chuva foi a principal responsável pela mudança. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em nove dias choveu o equivalente a 54% dos 180 milímetros previstos para março. Somando as chuvas de janeiro e fevereiro, já foram 838 milímetros, mais da metade da média anual no Distrito Federal.

Diante da recuperação do reservatório, na última terça-feira (6), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) autorizou a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) aumentar a vazão média da água captada do Descoberto para 3,3 metros cúbicos por segundo. Além disso, os produtores rurais receberam permissão para retirar água bruta do reservatório todos os dias, das 6h às 9h.

Mesmo com a subida dos índices, o GDF afirma que ainda não há data para o fim do racionamento. Mas, no fim de semana, por duas vezes, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) declarou que, “sem dúvidas”, o rodízio de água para os brasilienses iria acabar neste ano.