Fundação Zoológico divulga novas imagens de Naja em serpentário de Brasília
Cuidado é redobrado com o animal exótico. Brasil não produz soro antiofídico específico para o veneno da cobra

A Fundação Zoológico de Brasília divulgou, nesta sexta-feira (10/7), imagens da Naja kaouthi já no serpentário. O animal exótico foi levado ao local após picar o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul.
Os biólogos do Zoo estão tomando cuidado redobrado com o animal, uma vez que não há, no Brasil, soro antiofídico específico para o veneno da Naja. O antídoto precisou ser importado dos Estados Unidos pela família de Pedro para o tratamento do estudante, que segue hospitalizado.
Veja imagens da Naja no Jardim Zoológico de Brasíllia:
Entenda o caso
Tão logo foi atacado pela Naja, Pedro foi levado ao hospital pelos pais. Ele apresentava palidez, tontura e dormência nos membros inferiores, sintoma que evoluiu e atingiu os membros superiores.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não existe registro, nos últimos anos, de entrada legal de uma cobra dessa espécie no Distrito Federal.
O animal exótico foi encontrado no fim da tarde de quarta-feira (8/7), dentro de uma caixa de plástico, próximo a um barranco, nas redondezas do shopping Pier 21, no Setor de Clubes Sul. Como Pedro não tem autorização para criar o animal, ele pode ser multado em até R$ 5 mil.
A suspeita de investigadores da Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) é de que a serpente tenha sido alvo de tráfico internacional de animais exóticos. Ela agora está sob os cuidados do Zoológico de Brasília.

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