Covid-19: legistas do DF usam tecnologia para necropsias virtuais

Protocolo de manuseio de cadáveres não permite a prática em casos de Covid-19, mas a tecnologia possibilita o trabalho com segurança no DF

atualizado 13/04/2020 15:36

A tecnologia de ponta tem sido a aliada de médicos legistas e peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Brasília durante a pandemia de coronavírus. De acordo a Associação Brasiliense de Medicina Legal, a necropsia virtual tem possibilitado que os profissionais atuem durante a crise.

Protocolos de manuseio de cadáveres do GDF e da própria associação recomendam que as necropsias não sejam realizadas em pessoas que morreram pelo novo coronavírus, independentemente desses casos serem classificados como investigados, prováveis ou confirmados.

Somente locais como Brasília, Minas Gerais e São Paulo podem concluir os trabalhos, por terem os equipamentos necessários para realizar o que chamam de “virtopsias”, ou autópsias virtuais.

Para a análise dos cadáveres que chegam ao instituto, houve incremento dos equipamentos de proteção individual utilizados pelos peritos. Além disso, todas as necropsias estão sendo realizadas por meio de inspeção externa do corpo e exame tomográfico, de modo que não é necessária a abertura do cadáver.

Dessa forma, há maior controle na disseminação do vírus, pois mesmo as pessoas assintomáticas e vítimas de mortes violentas podem estar contaminadas. Assim, não há, até o momento, médicos legistas contaminados.

“Por fim, o caso é esclarecido mais rápido e com menor risco de contaminação da equipe. Todos os cadáveres são inspecionados apenas externamente e submetidos a tomografia computadorizada. Além disso, a coleta de material biológico é feita sem abertura dos corpos”, ressaltou o presidente da Associação Brasiliense de Medicina Legal, João Pitaluga Neto.

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