Apontado como pivô de briga, amigo de Pedro Turra deixa escola
A informação foi repassada pela diretora do colégio, que se pronunciou sobre o caso após fala da defesa da família de adolescente morto
atualizado
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Diretora do colégio onde Rodrigo Castanheira estudava, Priscila Madureira publicou em seu perfil no Instagram que um adolescente amigo de Pedro Turra “não faz mais parte do quadro de estudantes da instituição”.
O estudante citado seria o pivô da confusão que levou à morte de Rodrigo. De acordo com a defesa do adolescente, o menor teria atuado junto de Pedro para emboscar Rodrigo motivado por ciúmes da ex-namorada.
Pedro e o amigo, inclusive, trocaram mensagens horas após a briga ocorrida na noite de 22 de janeiro.
Veja:
Brigas desmentidas
Segundo o advogado Albert Halex, Rodrigo e o amigo de Pedro estudavam na mesma turma e teriam tidos vários desentendimentos em classe. Informação que foi desmentida pela diretora do colégio.
Entenda o caso:
- Diversos amigos de Turra filmaram a briga. Durante o embate, o agressor acerta um soco em Rodrigo de modo a fazê-lo bater a cabeça com violência na lataria de um carro.
- Em seguida, Rodrigo sai cambaleando, e a briga se encerra em meio a pedidos desesperados das pessoas ao redor: “Ô, Turra, vai matar ele”, disse um garoto que assistia à agressão.
- Horas após ser agredido, Rodrigo voltou para casa, mas precisou ir ao hospital. A família chamou por socorro, e o adolescente chegou a vomitar sangue durante o atendimento.
- No dia 23, Rodrigo foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, onde teve de ser intubado e permaneceu em estado grave até a manhã de 7 de fevereiro, quando veio a morrer.
- Diante da extensa ficha criminal e da alta repercussão do ocorrido contra o adolescente Rodrigo Castanheira, a PCDF pediu à Justiça prisão preventiva de Pedro Turra e cumpriu o mandado em 30 de janeiro.
- Nessa sexta-feira (13/1), 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras aceitou denúncia do Ministério Público (MPDFT) e tornou Pedro Turra réu por homicídio doloso.
Na postagem, Priscila Madureira disse que decidiu se pronunciar sobre o caso após receber um “volume grande de mensagem de ódio” por causa da interpretação da defesa da família de Rodrigo.
“A partir disso, muitas pessoas passaram a interpretar os atos de forma equivoca, criando narrativas que não correspondem à realidade e disseminando informações inverídicas”, explicou a diretora.
Ela conta que dentro da escola “nunca houve inúmeros casos ou de perseguição entre os alunos”.
“Eles eram colegas de turma, conviviam no mesmo grupo de amigos e estudaram juntos por anos, sem relatos de brigas físicas ou discussões que tenham chegado ao conhecimento da equipe pedagógica”, acrescentou.
A diretora ressalta também que o episódio da agressão ocorreu durante as férias escolares, cerca de um mês e meio após o encerramento das aulas, o que “impossibilita qualquer tipo de intervenção por parte da escola”.
“Que possamos permitir que a Justiça seja feita pelos meios corretos, com responsabilidade e serenidade. Chega de transformar dor em perseguição”, completou.
Na publicação, a diretora também afirmou que falava “como mulher, mãe e cidadã”, e não oficialmente em nome da instituição.








