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Os olhos do mundo todo estão voltados para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que está acontecendo em Belém (PA). Entre discursos, debates e manifestações, experiências bem-sucedidas e projetos de educação inclusiva também têm lugar. É o caso do Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica (Proetnos) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), cujos resultados foram apresentados no evento no dia 17 de novembro, no painel “Inclusão e Interculturalidade”, apresentado na Zona Verde e promovido pelo Consórcio Nordeste.
O Proetnos tem como objetivo formar e qualificar quilombolas e indígenas do Maranhão, por meio de licenciaturas específicas e diferenciadas, para atuarem nas escolas de seus territórios.
Surgido da demanda histórica dos povos tradicionais por uma educação inclusiva e plural, o programa foi instituído em 2016 com o objetivo de incorporar à vida acadêmica os saberes e historicidades dos povos e comunidades tradicionais, estabelecendo novas e produtivas relações destes com o conhecimento científico estabelecido.
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Desde que foi criado, o Proetnos já formou 60 profissionais. Hoje o corpo discente é formado por mais de 260 estudantes em oito municípios.
De acordo com Marivânia Furtado, coordenadora do programa, o Maranhão é pioneiro na realização do Proetnos com recursos próprios, e a iniciativa posiciona o estado como referência da região Nordeste quando o assunto é educação inclusiva.
“É necessário integrar indígenas e quilombolas no ensino superior para reverter o quadro de assimetria que nós temos, ainda, na presença de pessoas que são qualificadas, mas que não estão contextualizadas nos territórios étnicos. Dessa forma, a UEMA tem investido em cursos superiores para que essas escolarizações nos territórios sejam, de fato, contextualizadas com uma educação intercultural específica, diferenciada e antirracista”, destacou.
Em Belém, integrantes do Proetnos também participaram da Marcha Global pelo Clima, realizada na manhã do último sábado (15). Mais de 70 mil pessoas, de 62 nacionalidades e movimentos sociais ocuparam as ruas de Belém (PA) para uma marcha histórica.
A marcha ficou inscrita na história da COP como uma importante mobilização global em prol da populações mais vulneráveis, sublinhando a diversidade dos povos e as demandas da sociedade civil por justiça climática.

