
Paulo CappelliColunas

Polícia Civil de SP afasta investigador que matou mulher trans
Polícia Civil instaurou processo administrativo disciplinar e suspende remuneração de agente preso por homicídio em São Paulo
atualizado
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A Polícia Civil de São Paulo afastou o investigador Paulino Domiciano Antônio, preso em flagrante após matar a tiros uma mulher trans na Zona Sul de São Paulo. O agente deixará de receber a remuneração do cargo enquanto responde a um processo administrativo disciplinar instaurado pela Corregedoria Geral.
O crime ocorreu na Alameda dos Guainumbis, no bairro Planalto Paulista, no dia 2 de fevereiro. A vítima, identificada como Sheila, de 35 anos, foi encontrada caída na rua com um ferimento no tórax provocado por disparo de arma de fogo. A morte foi constatada no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 4h50 após moradores relatarem disparos. Uma testemunha afirmou ter ouvido três tiros em um intervalo de poucos segundos. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio de autoria desconhecida.
Horas após o crime, Paulino se apresentou espontaneamente aos seus superiores. Em depoimento, ele alegou ter sido vítima de uma tentativa de assalto. No entanto, segundo os registros, o investigador não acionou a PM e nem comunicou o ocorrido às autoridades no momento dos fatos. Ele também teria deixado o local dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil.
Após se apresentar à Corregedoria, o investigador foi ouvido e, em seguida, encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu a condução das investigações.
Em nota, a Polícia Civil de São Paulo informou que a Corregedoria Geral instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do investigador. O agente foi afastado das funções e, durante o andamento das investigações, permanecerá sem receber remuneração.





