
Mirelle PinheiroColunas

Sobrinho de Marcola deixa prisão de segurança máxima após absolvição
Leonardo Camacho estava preso em uma penitenciária de segurança máxima, em Fortaleza (CE)
atualizado
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O sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, líder máximo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), deixou a penitenciária de segurança máxima onde estava preso, em Fortaleza (CE), na tarde dessa terça-feira (2/9), após ser absolvido pela Justiça das acusações de integrar organização criminosa e explorar o “jogo do bicho”.
Identificado como Leonardo Alexsandre Ribeiro Herbas Camacho (foto em destaque), o homem, filho de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, o “Marcolinha”, irmão de Marcola, era suspeito de usar plataformas de apostas para lavagem de dinheiro.
Ele estava preso desde abril de 2024, quando a Operação Primma Migratio foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE).
A decisão que absolve o investigado, proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, concluiu que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação, pondo fim a um processo que se estendeu por quase um ano e meio e que levou à prisão dos acusados.
À época, a operação visava desmantelar um suposto núcleo gerencial e logístico do PCC que atuava no estado, com suspeitas de movimentar mais de R$ 300 milhões em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas como a Loteria Fort e a Fourbet.
O juízo considerou as provas apresentadas pelo Ministério Público como “frágeis e insuficientes” para comprovar o vínculo dos réus com a organização criminosa.
Segundo a decisão, a mera atuação dos acusados em empresas como a Loteria Fort, que na época dos fatos operava amparada por uma decisão judicial, não era suficiente para caracterizar o crime de organização criminosa. “A prova apresentada revela-se frágil e insuficiente para sustentar, de forma segura, qualquer imputação nesse sentido”, afirma um trecho da sentença.
Defesa
Em nota à coluna, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Leonardo Herbas Camacho, comemorou a decisão e criticou a prisão de seu cliente, que classificou como “injusta”.
“Durante todo o período em que permaneceu privado de sua liberdade, Leonardo foi alvo de acusações que jamais encontraram respaldo em provas concretas. A absolvição, portanto, não representa apenas o reconhecimento de sua inocência, mas também a reafirmação da importância do devido processo legal e da proteção das garantias fundamentais”, declarou o advogado.
