Mirelle Pinheiro

RJ: ex-secretário preso por elo com CV defendeu miliciano e neonazista

As apurações apontam que o grupo usava cargos parlamentares para favorecer o tráfico de drogas do CV

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
Alessandro Pitombeira Carracena
1 de 1 Alessandro Pitombeira Carracena - Foto: Reprodução/Redes sociais

As operações Zargun e Bandeirantes, deflagradas nesta quarta-feira (3/9) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ), levaram à prisão do deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB), e também do ex-secretário estadual e municipal Alessandro Pitombeira Carracena (foto em destaque).

Alvo da investigação, Carracena é acusado de atuar como peça de apoio político e jurídico em um esquema que ligava o Comando Vermelho a agentes públicos.

As apurações apontam que o grupo usava cargos parlamentares para favorecer o tráfico de drogas, o comércio de armas e até a compra de equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão. Além de TH Joias, foram presos assessores e parentes de líderes do crime organizado, incluindo a esposa de “Índio do Lixão”, nomeada em cargo da Alerj por indicação do deputado.

Histórico polêmico

Em 2022, quando ocupava o cargo de secretário estadual de Esportes do Rio, ele foi alvo de críticas por continuar exercendo a advocacia, prática proibida por lei a quem ocupa funções de direção na administração pública.

Carracena chegou a defender um homem acusado de pedofilia e de manter em casa um acervo de símbolos nazistas, incluindo bandeiras, fardas da SS e armas. A atuação gerou repúdio da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), que pediu publicamente que ele escolhesse entre a advocacia e o cargo público.

Além disso, o então secretário defendeu acusados de integrar milícias no Rio de Janeiro, como os irmãos Eduardo e Leandro dos Santos Campos, presos em 2019 em operações contra paramilitares na Praça Seca.

Operação 

A ação desta quarta-feira cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão no Rio e em outros estados. A Justiça também determinou o sequestro de R$ 40 milhões em bens dos investigados, o afastamento de servidores públicos e a suspensão de empresas usadas para lavagem de dinheiro.

As investigações identificaram um esquema de corrupção sistêmica, em que a facção criminosa comprava proteção e acesso a informações sigilosas dentro da administração pública. O caso revela como o crime organizado expandiu sua influência para além das favelas, infiltrando-se em estruturas estatais.

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