
Mirelle PinheiroColunas

PCRR se manifesta sobre promoção de delegado que matou agente da PRF
Paulo Henrique Tomaz Moreira foi nomeado diretor de Departamento de Polícia no dia 6 de maio
atualizado
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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) se manifestou nesta quarta-feira (13/5), após a nomeação do delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira (foto em destaque) para o cargo de diretor do Departamento de Polícia Civil de Roraima. O delegado responde na Justiça pela morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues, ocorrida em 2018, em Boa Vista (RR).
Em nota, a corporação afirmou que a designação observou “os critérios legais, administrativos e institucionais vigentes”, conforme as normas da Administração Pública.
“O servidor é integrante efetivo da carreira de Delegado de Polícia Civil e, até o presente momento, não possui impedimento judicial ou administrativo que restrinja o exercício de suas funções pública”, escreveu, em nota.
A instituição também destacou que os processos judiciais envolvendo o delegado seguem em tramitação no Poder Judiciário.
“A Instituição ressalta que eventuais processos judiciais em curso seguem sob apreciação do Poder Judiciário, respeitando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, não cabendo à Administração emitir juízo sobre matérias sub judice”, informou a PCRR.
Relembre
O delegado da Polícia Civil de Roraima (PCRR) Paulo Henrique Tomaz Moreira, réu por homicídio qualificado pela morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues, foi nomeado para o cargo de diretor do Departamento da Polícia Civil de Roraima.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 6 de maio e ocorreu por indicação da nova delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda do Carmo, com aval do governador Francisco dos Santos Sampaio (Republicanos), conhecido como Soldado Sampaio.
Além de Paulo Henrique, outros três policiais civis também respondem ao processo. A denúncia do Ministério Público de Roraima foi aceita pela Justiça em 2019, mas o caso ainda não foi julgado.
Ivo Seixas foi morto em 7 abril de 2018, durante uma operação da Polícia Civil em um hotel de Boa Vista.
Inicialmente, a corporação sustentou que o agente da PRF estaria envolvido no transporte de 19 quilos de skunk para um traficante investigado. Entretanto, semanas depois, a Polícia Federal descartou qualquer ligação de Ivo Seixas com o tráfico de drogas.
Segundo a PF, o policial viajou a Roraima para tentar reatar um relacionamento amoroso e acabou morto por engano durante uma operação considerada “desastrosa”.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) em fevereiro de 2019 e aceita pela Justiça Militar de Roraima. O processo tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Justiça Militar. Todos os acusados respondem em liberdade.
