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Cineasta brasileira concorre em Cannes com produção inovadora

Filme Catalepsia, projeto de Priscila Guedes em parceria com o neurocientista Fabiano de Abreu, tem o apoio do governo suíço

atualizado 07/06/2021 14:35

catalepsia filme de priscila guedesDivulgação

O filme Catalepsia, projeto do neurocientista Fabiano de Abreu e dirigido pela cineasta brasileira Priscila Guedes, está sendo cogitado a entrar para a lista restrita do Festival de Cannes, dentro do novo mercado dedicado à inovação, que é o Cannes XR – programa do Marché du Film direcionado a tecnologias imersivas e conteúdos cinematográficos inovadores. A escolha está sendo feita por votação e o público tem até esta terça-feira (8/6) para registrar o voto a favor da produção, que tem o apoio do governo Suíço.

O Cannes XR visa montar uma plataforma de rede com a qual diretores, executivos de estúdio, artistas XR, produtores independentes, empresas líderes de tecnologia, distribuidores baseados em localização e online se reúnem para discutir o papel das tecnologias XR, inspirar a arte de contar histórias e alimentar o futuro do cinema e, ajudar na saúde mental.

priscila guedes cannes 2021
A cineasta Priscila Guedes tenta vaga no Cannes XR

Segundo Priscila, o nome da produção tem origem na paralisia do sono. “Houve gente no passado enterrado vivo por causa disso. Antigamente a medicina não tinha ferramentas, acessórios e instrumentos suficientemente sensíveis para detectar sinais de vida de algumas pessoas neste quadro. Além disso, existem muitas histórias de que seres humanos foram enterrados vivos e acordavam quando estavam já enterrados, ou outros casos que despertavam durante o velório, o que causava um choque nas civilizações antigas”, conta.

“As pessoas achavam que aquilo era bruxaria ou simplesmente acreditavam que aqueles outros estavam voltando do mundo dos mortos, mas nem conheciam (e nem imaginavam) que na realidade elas eram apenas portadoras da paralisia do sono, que é uma patologia que pode acontecer em casos de cansaço extremo, stress ou depressão”, completa a cineasta.

Vencedora de seis prêmios internacionais ao longo da carreira, Priscila Guedes conta o enredo de sua produção: “A personagem se chama Júlia. Ela acorda um dia nos alpes suíços onde mora e percebe que tem alguém lá fora tentando entrar, mas ela não consegue ver ninguém e não consegue abrir a porta. De repente, toca o despertador e ela acorda de um sono profundo novamente. Mas ela já não tinha acordado? É aí que a história se desenvolve”.

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