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Se reverendo não falar toda verdade, falarei por ele, diz Dominguetti

Cabo da PM diz aguardar depoimentos desta semana na CPI da Covid, como o de Amilton de Paula, para decidir se pede para falar novamente

atualizado 02/08/2021 12:14

Luiz Dominguetti depõe na CPI da CovidRafaela Felicciano/Metrópoles

O cabo da Polícia Militar e suposto vendedor de vacinas Luiz Paulo Dominguetti disse à coluna que aguarda os depoimentos desta semana na CPI da Covid-19 do Senado para decidir se pede à comissão para ser ouvido novamente. A oitiva mais esperada por ele é a do reverendo Amilton Gomes de Paula.

“Se ele não falar toda a verdade, falarei por ele”, afirmou o PM à coluna. Indagado qual seria a verdade que o reverendo precisaria falar durante o depoimento, marcado para esta terça-feira (3/8), Dominguetti não especificou. “Somente a verdade. Nada mais”, respondeu.

Fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), Amilton foi apontado pelo policial como o responsável por mediar as conversas da Davatti, empresa que Dominguetti dizia representar, com o Ministério da Saúde para suposta venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

Em depoimento à CPI no dia 1º de julho, o suposto vendedor de vacinas confirmou denúncia que havia feito ao jornal Folha de S. Paulo, de que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias teria pedido propina de um dólar por dose para viabilizar a venda dessas 400 milhões de vacinas.

A Polícia Federal já abriu inquérito para apurar a denúncia feita por Dominguetti de suposta oferta de propina. À coluna o cabo da PM de Minas Gerais disse ainda não ter sido chamado a depor sobre o assunto para a PF. “Ainda no aguardo de ser intimado”, disse o militar à coluna.

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