
Igor GadelhaColunas

Para Itamaraty, Trump mostra com Lei Magnitsky que não quer negociar
Na avaliação de diplomatas do Itamaraty, aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes na véspera do tarifaço mostra que Trump não quer negociar
atualizado
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A decisão do governo americano de sancionar o ministro do STF Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky na véspera do tarifaço foi vista pelo Itamaraty como um sinal de que Donald Trump não quer negociar com o Brasil.
“Essa decisão de hoje mostra claramente que lado quer negociar e que lado quer o conflito”, avaliou à coluna um diplomata do alto escalão da corte.
Moraes foi incluído pelo Tesouro Americano na lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky na tarde desta quarta-feira (30/7), dois dias antes do início do tarifaço prometido por Trump sobre importações brasileiras.
Em entrevista ao jornal americano The New York Times veiculada nesta quarta, Lula afirmou que vem tentando contato direto com Trump, mas, até o momento, não obteve nenhuma resposta da Casa Branca.
Para integrantes do Palácio do Planalto, todo esse cenário reforça a tese de que Trump decidiu aplicar uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras como uma estratégia política contra o Brasil.
O que é a Lei Magnitsky ?
Moraes se tornou alvo de uma legislação norte-americana criada em 2021, com o objetivo de punir autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos.
Na prática, as sanções da Lei Magnitsky afetam seus alvos principalmente por meios econômicos, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas.
A lei surgiu na esteira da morte do advogado Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção estatal e faleceu sob custódia de Moscou, em 2009.





