Igor Gadelha

A reunião de Motta com Derrite após a operação contra o CV no Rio

Oposição pressiona Hugo Motta a pautar projeto que enquadra PCC e CV como terroristas. Proposta é relatada por Derrite, secretário de SP

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8
1 de 1 Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, na terça-feira (28/10), após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro.

Uma das principais pautas da conversa foi o projeto que enquadra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, além de milícias, como terroristas. A proposta é relatada pelo secretário, que é deputado federal licenciado.

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Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo
Megaoperação no Rio de Janeiro
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), durante votação da urgência do PL da Anistia
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), durante votação da urgência do PL da Anistia

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo
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Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo

Fábio Vieira/Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

RS/Fotos Públicas

Após a operação na capital fluminense, a oposição passou a pressionar o presidente da Câmara a votar a proposta em plenário. A ideia de bolsonaristas é que Derrite retorne ao mandato na próxima semana para articular a votação da proposta.

À coluna Motta confirmou a reunião com Derrite. O deputado paraibano evitou, contudo, se comprometer em pautar o projeto na próxima semana, como querem os parlamentares bolsonaristas. “Estamos conversando”, disse o chefe da Câmara.

Motta está mais inclinado a priorizar um projeto do governo chamado de “antifacção”. A proposta, que ainda não foi enviada ao Congresso, cria empresas fictícias para infiltração no crime organizado, com objetivo de coletar informações.

O projeto

Já o projeto relatado por Derrite é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e foi apresentado em março, após o Ministério da Justiça negar pedido dos Estados Unidos ao Brasil para que as facções sejam denominadas como terroristas.

O governo alega que a legislação brasileira não prevê esse tipo de enquadramento. Isso porque,  segundo técnicos do ministério, as duas facções não se envolvem com crimes de ódio ou religioso, ainda que lucrem com atividades ilegais.

A operação no Rio foi realizada pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Maré e do Alemão e mirou o Comando Vermelho. A ação deixou mais de 60 pessoas mortas, o que a torna a mais letal da história. Entre as vítimas, estão quatro policiais.

 

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