Igor Gadelha

Apesar da “sangria”, Lira encerra ano como favorito para se reeleger

Mesmo perdendo o controle do orçamento secreto, líderes apontam que não há ninguém disposto a enfrentar Lira pelo comando da Câmara

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Arthur Lira, presidente da Câmara no Arthur Lira, faz positivo durante sessão no plenário da Câmara - Metrópoles
1 de 1 Arthur Lira, presidente da Câmara no Arthur Lira, faz positivo durante sessão no plenário da Câmara - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Apesar da “guerra fria” nos últimos dias com o PT, Arthur Lira conseguiu deixar para trás a votação da PEC da Transição um pouco mais próximo de se reeleger presidente da Câmara dos Deputados.

Lideranças de oposição da Casa Legislativa admitem que o fim das emendas de relator prejudicam Lira. Mas que a decisão do Supremo Tribunal Federal não foi suficiente para tirar o favoritismo do deputado alagoano.

Nos bastidores da Câmara, caciques de esquerda dizem que gostariam de ter um candidato mais identificado com as pautas de Lula. Entretanto, não conseguem apontar um nome viável para tal empreitada.

Mais do que isso, dizem que mesmo com a “sangria” pelo fim do orçamento secreto, nenhuma sigla de esquerda está disposta a um embate com Lira na disputa pela presidência da Câmara.

A solução, explicam, teria de vir do próprio Centrão. Pelas contas, Lula terá de ter apoio do grupo político para ter governabilidade. Assim, a base do petista só deixaria de apoiar Lira caso outro partido de centro lançasse um candidato viável. Algo fora do horizonte.

Agradecimento

Lira ainda fez um gesto durante a votação da PEC da Transição que conquistou agradecimentos de caciques petistas.

O presidente da Câmara pessoalmente articulou pela derrubada de um destaque do Partido Novo, que contava com apoio do PSDB e do PL, e caso fosse aprovada modificaria o texto acordado com Lula.

No caso, o Novo desejava impedir que o teto de gastos fosse retirado da Constituição pela PEC. Isso impediria que, em 2023, o governo eleito proponha uma nova regra fiscal por meio de uma lei complementar, mais fácil de ser votada que uma emenda à Constituição.

Diante do cenário possivelmente desfavorável, Lira entrou em campo para convencer o Republicanos, que votou contra a PEC, a se posicionar pela derrubada do destaque dos parlamentares do Novo.

Nomes como do senador eleito Wellington Dias e do líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, agradeceram pessoalmente Lira pelo empenho para manter o texto. E prometeram manter o acordo para apoiar a reeleição do deputado alagoano no controle da mesa diretora.

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