Fundador da agência do BTS é alvo de mandado de prisão por lucro ilegal
Bang Si-hyuk é acusado de irregularidades em negociações relacionadas à abertura de capital (IPO) da empresa
atualizado
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Bang Si-hyuk, presidente da Hybe — agência responsável pelo grupo de K-pop BTS — tornou-se alvo de um mandado de prisão sob suspeita de irregularidades em negociações relacionadas à abertura de capital (IPO) da empresa.
De acordo com a Agência de Polícia Metropolitana de Seul, Bang é investigado por possível violação das leis do mercado de capitais. Ele teria enganado investidores iniciais antes do IPO, induzindo-os a vender suas ações para um fundo de private equity ligado a pessoas de seu círculo.
Segundo informações da Reuters, após a abertura de capital, o fundo teria vendido sua participação, e Bang teria recebido cerca de 30% dos lucros por meio de um acordo prévio entre acionistas. O ganho estimado seria de aproximadamente 190 bilhões de won (cerca de R$ 730 milhões), valor que as autoridades consideram ter sido obtido de forma ilícita.
Em comunicado, a defesa de Bang negou qualquer irregularidade: “Lamentamos que tenha sido solicitado um mandado de prisão, apesar de nossa cooperação plena e consistente com a investigação durante um longo período. Continuaremos a cooperar com todos os procedimentos legais e faremos todos os esforços para explicar claramente nossa posição”.
Viagem aos Estados Unidos
Recentemente, a embaixada dos Estados Unidos em Seul enviou uma carta às autoridades sul-coreanas solicitando autorização para que Bang Si-hyuk viajasse ao país, apesar da proibição de saída vigente desde agosto do ano passado, em razão da investigação.
Segundo a polícia, o documento pedia a suspensão temporária da restrição, mencionando planos de Bang de participar de um evento em celebração ao Dia da Independência dos Estados Unidos, além de discutir temas relacionados à turnê mundial do BTS.
O pedido de mandado será analisado pelo Ministério Público do Distrito Sul de Seul. Caso os promotores avancem com a solicitação de prisão preventiva, o tribunal costuma realizar uma audiência em até dois ou três dias para decidir se determina a detenção de Bang, conforme relatos da imprensa local.






