Trocas na CPI do Crime Organizado ajudaram na rejeição do relatório
Saídas de Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) do colegiado da CPI do Crime Organizado mudaram o resultado da votação
atualizado
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A rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado, nesta terça-feira (14/4), foi influenciada por mudanças na composição do colegiado realizadas antes da votação. O parecer foi derrubado por 6 votos a 4.
As alterações envolveram a entrada dos senadores Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) na comissão, em substituição a Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES). Com a mudança, dois parlamentares da oposição deixaram o colegiado, dando lugar a nomes alinhados ao governo.
Na prática, a recomposição teve impacto direto no resultado da votação. Como a diferença final foi de apenas dois votos (6 a 4 pela rejeição), a substituição de integrantes alterou a correlação de forças suficiente para definir o desfecho.
Sem essas mudanças, por exemplo, a tendência era de um resultado inverso, onde o relatório teria sido aprovado também por 6 a 4, considerando que os parlamentares que deixaram o colegiado eram favoráveis ao parecer.
Além dessas mudanças, também houve outras alterações no colegiado. Soraya Thronicke (PSB-MS) passou a integrar a CPI no lugar de Jorge Kajuru (PSB-GO), que foi para a suplência. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) deixou a comissão para viabilizar ajustes, e Camilo Santana (PT-CE) assumiu como suplente.
O relatório rejeitado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Procurador-geral da República, sob acusação de crimes de responsabilidade.
A sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos devido à abertura da ordem do dia no plenário do Senado, sendo retomada em seguida para a conclusão da votação.
