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RJ: Defensoria Pública alega ter sido impedida de acompanhar perícia

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro alega que o acompanhamento da perícia faz parte da atuação na ADPF das Favelas

atualizado

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro
1 de 1 Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro - Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmou, nesta quinta-feira (30/10), que teve a entrada negada no Intituto Médico-Legal (IML) para acompanhar as perícias dos corpos das vítimas da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. A operação deflagrada nessa terça-feira (28/10) resultou em pelo menos 121 mortos e 113 presos.

A Defensoria alega que o acompanhamento da perícia faz parte da atuação na ADPF das Favelas, ação que monitora o problema da letalidade policial no Rio de Janeiro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A defensora pública Rafaela Garcez afirmou, em coletiva realizada em frente ao IML, que será enviado um ofício para o Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja autorizada a entrada.


 

Megaoperação

  • Pelo menos 121 pessoas foram mortas durante a megaoperação contra o Comando Vermelho deflagrada na manhã dessa terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro.
  • Entre os mortos, há quatro policiais – dois civis e dois militares.
  • Segundo o governo, o objetivo da operação era de desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado, e apreender fuzis que a organização criminosa portava.
  • A operação é considerada a mais letal da história do Rio. De acordo com o governador, quatro policiais foram mortos por “narcoterroristas durante a Operação Contenção” em um dia considerado histórico no enfrentamento ao crime organizado para Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

“Já estamos providenciando esse acesso. A gente está correndo contra o tempo porque esses corpos não vão ficar à disposição da Defensoria. Eles vão ser provavelmente encaminhados para o sepultamento;  por isso, nós estamos aqui desde cedo buscando participar da produção dessa prova, mas nos foi impedido”, denunciou a defensora.

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que, como divulgado na quarta-feira (29/10), “o acesso ao Instituto Médico-Legal (IML) está limitado a policiais civis e membros do Ministério Público”.

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