Reitor da PUC-MG, bispo assina manifesto contra Bolsonaro: “Genocida”

Carta aberta clama por atenção das instituições nacionais e internacionais para a postura adotada pelo presidente em meio à pandemia

atualizado

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DIvulgação/CNBB
Dom Joaquim
1 de 1 Dom Joaquim - Foto: DIvulgação/CNBB

Reitor da PUC Minas, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o professor dom Joaquim Giovanni Mol Guimarães assinou o manifesto “Vida Acima de Tudo”, que critica a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) frente à pandemia de Covid-19. A carta aberta diz que os brasileiros estão sendo “feitos reféns” do “genocida Jair Bolsonaro”.

O documento, assinado por outras figuras públicas, clama por atenção das instituições nacionais e internacionais, como Supremo Tribunal Federal (STF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, CNBB e o Tribunal Penal Internacional em Haia, diante da grave situação da pandemia no Brasil. O país se aproxima rapidamente da marca de 300 mil mortes pelo coronavírus.

“Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista”, começa a carta aberta, que invoca apoio de autoridades contra Bolsonaro.

O manifesto foi assinado também pela ex-presidente Dilma Rousseff, o padre Júlio Lancelotti, o cantor Chico Buarque e a atriz Fernanda Montenegro, entre outras personalidades.

No documento, os signatários consideram também que, devido ao governo, o Brasil está se transformando em ameaça global por conta de novas mutações do vírus. “O monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global”, advertem.

Leia a íntegra da carta aberta:

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança.” Hannah Arendt

O Brasil grita por socorro.

Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista.

Esse homem sem humanidade nega a ciência, a vida, a proteção ao meio ambiente e a compaixão. O ódio ao outro é sua razão no exercício do poder.

O Brasil hoje sofre com o intencional colapso do sistema de saúde. O descaso com a vacinação e com as medidas básicas de prevenção, o estímulo à aglomeração e à quebra do confinamento, aliados à total ausência de uma política sanitária, criam o ambiente ideal para novas mutações do vírus e colocam em risco os países vizinhos e toda a humanidade. Assistimos horrorizados ao extermínio sistemático de nossa população, sobretudo dos pobres, quilombolas e indígenas.

/O monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global.

Apelamos às instâncias nacionais – STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB – e às Nações Unidas. Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização.

Vida acima de tudo.

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