Relatório da CPI cita crise no Amazonas em 32 páginas e aponta crimes

O relatório, entregue nesta quarta-feira (20/10), aponta os crimes de prevaricação, propagação de epidemia e crime contra a humanidade

atualizado 20/10/2021 13:03

Hugo Barreto/Metrópoles

A crise na saúde do Amazonas, causada pela falta de oxigênio devido a escalada de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aparece em 32 páginas do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada pelo Senado.

O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), aponta que integrantes do alto escalão do Ministério da Saúde sabiam da crise e ignoraram o problema.

Para ele, houve omissão na atuação no Amazonas. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, estão entre os indiciados pela CPI justamente pelo colapso amazonense.

O relatório, entregue nesta quarta-feira (20/10), aponta os crimes de prevaricação, propagação de epidemia e crime contra a humanidade.

Renan Calheiros concluiu que a atuação do governo federal não foi para conter a crise de oxigênio, mas sim, aplicar tratamento precoce na capital amazonense.

Segundo o senador, o houve “déficit de coordenação por parte do governo federal”. Parlamentares governistas pedem a responsabilização de gestores estaduais para minimizar os efeitos no Palácio do Planalto.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) informou que estava apresentando um adendo ao relatório final para a punição pela situação vivida no Amazonas, o objetivo é incluir um trecho adicional sobre a crise no estado. Ele pediu o indiciamento do governador Wilson Lima.

“É inaceitável que o relatório final não peça punição de nenhum dos responsáveis pelo caos vivido no estado do Amazonas, nosso estado foi transformado em um verdadeiro campo de testes com experimento de remédios ineficazes, falta de leitos, de oxigênio e até de covas”, criticou Braga.

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