PSL deixa formalmente bloco de Baleia Rossi e passa a apoiar Arthur Lira

Deputados bolsonaristas conseguiram assinaturas suficientes para a alteração. Mesa Diretora, por maioria dos membros, deferiu pedido

atualizado 21/01/2021 14:45

Reprodução/Facebook

Em meio a uma disputa interna, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados deferiu, nesta quinta-feira (21/1), a adesão do PSL ao bloco do deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Casa legislativa. A decisão ocorreu por maioria dos membros da Mesa – quatro dos sete são aliados de Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O partido integrava o bloco do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), principal adversário do alagoano na disputa interna, que ocorre no próximo dia 1º de fevereiro. Não há, todavia, lista oficial, e a configuração dos blocos pode mudar até o dia do pleito.

O bloco de Lira conta, agora, com o apoio de PP, PSL, PL, PSD, Republicanos, Pros, Patriota, PSC, PTB e Avante – 249 parlamentares. O Podemos, com 10, apesar de não ter oficializado, deve seguir com ele, totalizando 259 deputados.

Rossi, que é apoiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contabiliza o apoio de 12 partidos – PT, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade Cidadania, PV, PCdoB e Rede –, que somam 242 parlamentares.

Para ingressar em determinado bloco, a maioria dos deputados de um partido devem estar de acordo. Um grupo com 32 dos 52 deputados do PSL protocolou, no último dia 7 de janeiro, pedido para o partido deixar o bloco de Rossi e, consequentemente, apoiar Lira.

Contudo, desses 32 parlamentares, 17 estão suspensos. Ou seja, apenas 35 em toda a legenda dispõem de plenos direitos. Com a adesão de quatro deputados nesta semana, o grupo dos que apoiam Lira passou a 19 membros, dentre os 35 que possuem direitos – alcançando, portanto, a maioria necessária para a mudança de bloco.

Durante agenda de campanha no Rio de Janeiro, Lira disse, na quarta-feira (20/1), que a adesão do PSL era “fato consumado”. Maia, todavia, minimizou, também na quarta, afirmando que “até o dia 1º tem muito jogo pela frente”.

A reportagem tentou contato com o presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), sem sucesso.

Manobra regimental

A Mesa Diretora da Casa analisaria, na última segunda-feira (18/1), o parecer do procurador da Casa, deputado Luis Tibé (Avante-MG), sobre a mudança de bloco.

Bivar, que também é o 2º vice-presidente da Câmara, pediu vistas, ou seja, solicitou mais tempo para análise – o que foi acatado pelo aliado Rodrigo Maia. Como regimentalmente o caso só poderia ser analisado após duas sessões plenárias e a Câmara está em recesso, haveria a perda de objeto, visto que a análise só seria feita após a eleição da Casa. A decisão, então, foi tomada antes.

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