Nas redes, Dominguetti ataca esquerda e compartilha falas de Bolsonaro

À CPI da Covid, policial militar disse não se recordar de ter feito postagens em rede social com crítica, elogio ou defesa de Bolsonaro

atualizado 01/07/2021 13:49

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O policial militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira (foto em destaque), que se diz representante da empresa Davati Medical Supply, disse, nesta quinta-feira (1º/7), em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, não ter se manifestado, em redes sociais, sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Que eu me recorde não, excelência”, alegou, após ser questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), se já teria feito alguma postagem em rede social com crítica, elogio ou defesa do presidente da República.

Ao contrário do alegado, porém, o Facebook de Dominguetti tem uma série de publicações a favor de Bolsonaro e contra antagonistas políticos do atual chefe do Executivo federal, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) e a ex-deputado federal Manuela d’Ávila (PCdoB), por exemplo.

Em um dos vídeos, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, critica fala de Lula, que disse ser “estranha” a facada sofrida por Bolsonaro.

“Será que o câncer dele foi mentira? Será que o câncer da dona Dilma foi mentira?”, disse Heleno, ao bater na mesa. “Isso é uma canalhice típica desse sujeito. Típica desse sujeito. Não mereceu jamais ser presidente da República. O presidente da República é uma instituição quase sagrada. Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República”, disparou o general. Na legenda do vídeo: “General Heleno comendo o fígado do Lula ao alho poró”.

Também há trechos de discursos do próprio presidente Jair Bolsonaro. Os vídeos foram compartilhados pelo militar.

“Por que um país tão rico como esse não vai para frente?”, diz o chefe do Executivo, em publicação compartilhada por Dominguetti no dia 19 de abril deste ano. A seguir, veja essas e outras postagens:

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Também há ataques contra a jornalista Constança Rezende. “A Globo e o Estadão querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos”, diz a legenda de um vídeo, com um áudio da repórter, que, na ocasião, trabalhava para o jornal O Estado de S. Paulo. Hoje, Constança está na Folha de S. Paulo. Foi ela quem revelou a denúncia do próprio Dominguetti, de que um diretor do Ministério da Saúde teria proposto elevar o valor da dose da vacina em US$ 1, como forma de propina.

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