Bolsonaro reúne ministros para discutir presença na Cúpula do Clima

Chanceler e ministros da Agricultura, do Meio Ambiente, das Comunicações e da Casa Civil trataram de encontro convocado por Biden

atualizado

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Discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU 4
1 de 1 Discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU 4 - Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu, na manhã desta segunda-feira (19/4), com o chanceler Carlos França e os ministros Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) para tratar da participação do Brasil na Cúpula do Clima.

A reunião, no Palácio do Planalto, se destinou a discutir o tom que o país deverá adotar no encontro, a ser realizado na próxima quinta (22/4) e sexta-feira (23/4), de maneira virtual.

O encontro foi convocado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e contará com a presença de dezenas de chefes de Estado.

Bolsonaro deve repetir o tom adotado na carta enviada na semana passada ao mandatário dos Estados Unidos, na qual prometeu acabar com o desmatamento ilegal no Brasil até 2030. Foi a primeira vez que o chefe do Executivo nacional fez um aceno à agenda ambiental do líder norte-americano.

“Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em todos esses objetivos comuns”, afirmou o presidente no documento.

Na carta, Bolsonaro também afirmou estar disposto a trabalhar com grupos que até então eram alvo de críticas do presidente: o terceiro setor e indígenas.

O gesto representa uma tentativa de aproximação do líder americano, cuja vitória Bolsonaro — que era aliado de Donald Trump — demorou a reconhecer.

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Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que preside o Conselho da Amazônia Legal, afirmou que o Brasil “não pode ser mendigo” em relação à participação do país na Cúpula do Clima.

“A tendência sempre é essa. A gente não tem que ser mendigo nisso aí, vamos colocar a coisa muito clara, nós temos as nossas responsabilidades. O Brasil é responsável só por 3% das emissões, desses 3%, 40% é o desmatamento, ou seja 1,2% do que se emite no mundo é responsabilidade do desmatamento nosso”, argumentou o general.

Mourão sugeriu outros meios de o país conseguir apoio financeiro para combater o desmatamento na Amazônia, para não depender apenas do discurso do presidente Bolsonaro na cúpula. Segundo o general, as instituições e os países que querem contribuir também podem fazer isso por meio do Fundo Amazônia.

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