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Política

Ausência de Ribeiro no Congresso dará força para CPI, diz senador

Marcelo Castro, presidente do colegiado de Educação, afirmou que o depoimento do ex-ministro está mantido para quinta-feira (31/3)

29/03/2022 13:43, atualizado 29/03/2022 13:48
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Waldemir Barreto/Agência Senado
Marcelo Castro

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou, nesta terça-feira (29/3), que espera que o agora ex-ministro da Educação Milton Ribeiro compareça ao colegiado na próxima quinta-feira (31/3) para explicar as gravações.

Contudo, Castro destacou que uma possível ausência será interpretada como um convite para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Ministério da Educação.

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Jair Bolsonaro e Milton Ribeiro Rafaela Felicciano/Metrópoles
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O senador explicou que o ex-ministro foi convidado e confirmou presença na semana passada, porém não se manifestou sobre a ida ao colegiado após a demissão, que ocorreu na segunda-feira (28/3). Logo, segundo ele, a audiência está mantida.

“Não é uma ameaça. Mas suponhamos que o ministro não compareça, que o presidente do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] não compareça e nem os pastores, fica quase que um convite para uma CPI. Ele é o interessado principal em esclarecer os fatos”, afirmou Castro ao Metrópoles.

“Se acha que é injusta [a situação], você procura todos os meios para mostrar que não é culpado. Se você se recusa, passa a mensagem de que e culpado”, disse o senador, reiterando que a ausência será interpretado como um convite para a criação de uma CPI.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição na Casa, já começou a coleta de assinaturas para instaurar a CPI destinada a apurar as irregularidades na destinação das verbas públicas do MEC e do FNDE. São necessários 27 assinaturas de 81 senadores.

Em áudios sobre o papel de pastores na destinação de verbas da pasta, revelados pela Folha de S.Paulo na semana passada, Ribeiro confirma o direcionamento e afirma que faz isso a pedido do presidente Bolsonaro. Os religiosos beneficiados não têm cargo, e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas do Ministério da Educação (MEC).

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma o ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos. Os recursos são geridos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC controlado por políticos do Centrão.