Advogados dizem que Lula será liberado para comparecer ao velório

Polícia Federal teria informado que juíza Carolina Lebbos autorizou a saída e conversa sobre como será feita a liberação

atualizado

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NILTON FUKUDA/ESTADÃO
ATO APOIO LULA CANDIDATO A PRESIDENTE
1 de 1 ATO APOIO LULA CANDIDATO A PRESIDENTE - Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Advogados do PT disseram ter recebido a informação da Polícia Federal (PF) de que a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai liberar o petista para ir ao velório de seu neto Arthur, de 7 anos, morto nesta sexta-feira (1º/3), em decorrência de uma meningite meningocócica.

Segundo os advogados, a defesa de Lula cogitava fazer o pedido diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas desistiu depois de serem informados que a juíza já havia feito uma comunicação informal à PF sobre a liberação do ex-presidente. PF e Justiça Federal não se pronunciaram sobre o assunto.

De acordo com os advogados do petista, a juíza está conversando com integrantes da PF e do Ministério Público Federal sobre a forma como será feita a liberação. Eles lembram que o STF já havia liberado Lula para ir ao enterro do irmão Vavá, em janeiro deste ano, mas com uma série de imposições. Na época, o ex-presidente recusou a proposta do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, que anunciou a decisão quando o sepultamento de Vavá já estava em andamento.

Arthur será cremado neste sábado (2) ao meio-dia no Cemitério da Colina, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, a prioridade neste momento é a família de menino. “Se o pessoal tiver o mínimo de bom senso, Lula poderá se despedir do neto e depois voltar para a cadeia”, disse Okamotto.

Despedida reservada
Setores da polícia esperam que, caso a Justiça autorize que o ex-presidente saia da Superintendência de Curitiba (PR), onde está preso desde abril de 2018, a decisão leve em conta o modelo estabelecido pelo ministro Dias Toffoli, do STF, no caso da morte de Genival Inácio da Silva, irmão do ex-presidente, em janeiro deste ano. Pela determinação de Toffoli, Lula só poderia se encontrar com familiares em uma unidade militar.

Na avaliação de agentes federais, a segurança de Lula só será garantida, agora, se a homenagem ao neto por parte do ex-presidente ocorrer em um lugar fechado. Eles consideram um risco o ex-presidente ir ao cemitério ou a outro local de acesso público – especialmente de militantes do PT e partidos adversários.

Lula foi informado da morte do neto por Sandro Luis, caçula do ex-presidente, que teve autorização da Polícia Federal para conversar por telefone com o pai.

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