No Paraná, presidente diz que acabará com radar móvel em rodovias

Durante evento em Cascavel, Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou intenção de eliminar equipamentos eletrônicos de controle de velocidade

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 23/05/2019 17:13

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta quinta-feira (23/05/19), que pretende acabar com os radares móveis pelas rodovias brasileiras. Essa possibilidade está em estudo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, segundo o presidente.

“Estou agora conversando com o Sergio Moro, porque a PRF [Polícia Rodoviária Federal] está sob o comando dele. Nós queremos acabar com os radares moveis, que também são uma armadilha pra pegar os motoristas”, declarou o presidente, durante agenda em Cascavel, no Paraná. 

Ele também reafirmou seu projeto de acabar com os radares fixos, junto ao Ministério da Infraestrutura, e disse que mandou o ministro Tarcísio de Freitas, titular da pasta, “engavetar” todas as solicitações de renovação desse tipo de equipamento.

“Quando conversei com ele, por coincidência, tinham 8 mil e poucos novos pedidos de radares nas rodovias federais no Brasil todo. Nós engavetamos aquilo lá, e o que é acertado com ele é que todo e qualquer pardal, uma vez vencendo seu prazo, nós não revalidaremos isso ai”, afirmou Bolsonaro.

Em defesa do argumento, o presidente contou que, no período de dois meses em que as estradas ficaram sem radar, o número de acidentes de trânsito caiu em 15%. “Você tem que estar preocupado com a sinuosidade da estrada, e não se há um pardal escondido atrás da árvores”, continuou. Em abril, Bolsonaro determinou o cancelamento da instalação de mais de 8 mil radares, mas a Justiça Federal impediu a ação.

Menos burocracia
Durante conversa com paranaeses, um motorista  de caminhão perguntou ao presidente quais são suas propostas para desburocratizar a vida da categoria. Bolsonaro relembrou seu projeto, que deve ir à Câmara dos Deputados na próxima semana, que passa para 40 o número de pontos na carteira de motorista: hoje, com 20, o profissional já corre o risco de ter suspenso o direito de dirigir. “O ideal é passar pra 60, mas teria dificuldade”, comentou.

Ele reafirmou também sua proposta de estender para 10 anos o prazo de renovação da habilitação. “Vocês, se eu não me engano, são 3 anos a validade, não é isso? Motorista de caminhão? Acho que é um pouco menor, mas vai passar pra 10 anos também, ajuda vocês, ajuda a desburocratizar”, disse.

Além disso, ele lembrou de sua ideia de acabar com os simuladores para diminuir os custos de emissão da carteira. “Tá quase dois mil reais, é um absurdo gastar quase 2 mil reais pra tirar carteira de motorista”, comentou. O mesmo caminhoneiro pediu que o presidente acabe com a burocracia da transferência de carros. “Ai entra na legislação estadual. Vamos cobrar os governadores”, disse, mas comentou sobre o novo projeto do governo, sobre desburocratização, a ser apresentado nesta sexta-feira (24/05/19).

“O Paulo Guedes está com uma equipe muito grande, com pessoas que foram todas indicadas por ele, como o Salim Mattar, entre outros, que trabalham nessa área da desburocratização”, informou. O presidente comparou o projeto com a Medida Provisória (MP) da liberdade econômica.

“A MP da liberdade econômica vai nesse sentido. Por exemplo, você pode abrir um negócio na tua rua, e você pede o alvará, né. Tem um prazo para o alvará ser concedido. Se não for concedido naquele prazo, chama de autorização tácita, você já está garantido o alvará”, exemplificou.

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