Bolsonaro sobre indulto a policiais: “Pessoal que esteve ao meu lado”

Presidente disse que não recuou de posição durante as eleições sobre acabar com a prática no país

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 02/09/2019 13:15

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou, nesta segunda-feira (02/09/2019), que a decisão de conceder indulto a policiais e militares seja um recuo no que diz respeito à posição adotada durante a campanha eleitoral.

Irritado com os questionamentos feitos por jornalistas, o chefe do Executivo nacional ameaçou encerrar a coletiva na saída do Palácio da Alvorada e confirmou que concederá o benefício aos policiais condenados. “É duro falar com vocês, estou a ponto de acabar com esta entrevista aqui. Tudo que acontece é recuo, você pode falar outra coisa e cai no sentido parecido”, reclamou o mandatário do país.

“Sempre foram esquecidos [policiais]. Agora, porque sou um capitão do Exército, vou esquecer esse pessoal que sempre esteve ao meu lado?”, indagou. “Então, mudou. Recuei, pode escrever, recuei, vou dar indulto para policiais também. Mais alguma coisa, acabou a entrevista”, encerrou.

Um dos exemplos do entendimento anterior do titular do Planalto foi externado em postagem no ano passado, logo após a eleição. “Fui escolhido presidente do Brasil para atender aos anseios do povo brasileiro. Pegar pesado na questão da violência e criminalidade foi um dos nossos principais compromissos de campanha. Garanto a vocês, se houver indulto para criminosos neste ano, certamente será o último”, diz a publicação. À época do texto, o ex-presidente Michel Temer analisava a possibilidade de indulto.

Depois de ter confirmado que dará o indulto aos policiais, Bolsonaro afirmou que nunca falou em indulto, mas se posicionou contrário aos saidões. “Olha, falei no passado não foi indulto não, foi saidões. No que depender de mim, não tem mais saidões”, justificou o presidente.

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