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Brasil

MP pede à Justiça bloqueio de bens do dono da ITA e falência do grupo

Pedido é resultado do cancelamento de voos sem aviso aos clientes antes do Natal e supostas irregularidades de gestores do grupo Itapemirim

04/01/2022 19:51
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Foto: Michel Melo/Metrópoles
Interrupção de voos da Itapemirim causa transtornos

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça o bloqueio dos bens do empresário Sidnei Piva de Jesus e a decretação de falência da Viação Itapemirim e da ITA Transportes Aéreos. A solicitação é resultado do cancelamento de voos sem aviso aos clientes antes do Natal e supostas irregularidades cometidas pelos gestores.

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Companhia deixou diversos passageiros sem voos
Avião da ITA não levanta voo no aeroporto de Brasília
Avião da ITA parado no aeroporto de Brasília
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Avião da ITA parado no aeroporto de Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles
Companhia deixou diversos passageiros sem voos
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Companhia deixou diversos passageiros sem voos

Hugo Barreto/Metrópoles
Avião da ITA não levanta voo no aeroporto de Brasília
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Avião da ITA não levanta voo no aeroporto de Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles

O promotor Nilton Belli Filho, responsável pelo pedido, solicitou que o caso seja analisado com urgência pelo judiciário. Em nota, o grupo Itapemirim rebateu a iniciativa.

“São meramente fantasiosas as acusações do promotor quanto ao pedido de falência. A ITA Transportes Aéreos nada tem a ver com a Viação Itapemirim, de transporte terrestre”, diz um trecho.

A empresa alega ainda que no pedido não há provas. “O promotor não apresenta provas das acusações que faz, visto que em toda a ação o órgão apenas suscita dúvidas quanto à lisura da administração”, alega outro trecho.

A Viação Itapemirim (do ramo rodoviário) está em recuperação judicial desde 2016. Para o MP, a ITA deve ser incluída no processo de recuperação judicial.

“Os fatos que envolvem a ITA não podem ser levados ao processo de recuperação judicial da Viação Itapemirim, pois são distintos. No momento em que o Brasil atravessa enormes dificuldades sustentadas por uma pandemia que assola a economia e ameaça acabar com os empregos que ainda existem, sendo milhares deles garantidos por este grupo, é inconcebível que os órgãos públicos sejam usados para arruinar ainda mais a situação”, rebate o grupo.

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